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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

 

Olha o  que ele diz neste artigo publicado no Mídia sem Máscara em 10 de outubro de 2017 e que nos foi encaminhado pelo Jorge Serrão do Alerta Total:

 

 

“Qualquer pessoa que conheça mesmo por alto a minha obra escrita e os meus ensinamentos orais sabe que aí não se encontra NADA disso e que, ao contrário, cada palavra minha enfatiza a total incompatibilidade entre o conhecimento científico da política e a adesão a qualquer programa ideológico que seja.”

 

“Conhecimento científico da política?”  O que significa isso?  A política seria objeto de diferentes modalidades de “conhecimento”, como o filosófico e o religioso?

 

Programa ideológico”? Existiriam então na política programas científicos não ideológicos?

 

Junte- se a essas assertivas mais essa frase de Olavo de Carvalho, aqui localizada – https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/290301994455215

 

“Todos os fracassos da ideologia cientifica, que produziram nas suas própria fileiras o florescimento do relativismo, etc...”

 

para termos um quadro bem ilustrativo  do pensamento impreciso deste filósofo notável a respeito de ideologia.

 

O que significaria “ideologia cientifica”, se o próprio autor declara enfaticamente que o conhecimento científico é incompatível com todas as ideologias?

 

Ele poderia retrucar que estas frases apareceram isoladamente ou topicamente em textos breves onde não caberia uma detalhada explicação a respeito da lógica semântica (ou da falta dela?) que envolve os termos chaves por ele utilizados.

 

Até prova em contrário, constatamos que Olavo de Carvalho comete a mesma falha em que os filósofos e escritores em geral incidem ao desprezarem a  PRECISÃO LÓGICA, não informando o SIGNIFICADO QUE ESTÃO ATRIBUINDO AOS TERMOS CHAVES.

 

Não existe palavra inventada pelos humanos que tenha sido vítima da maior confusão semântica do que a palavra IDEOLOGIA.

 

É preciso então verificar se Olavo de Carvalho não está sendo vítima da mesma confusão ao atribuir ao termo IDEOLOGIA significados diversos sem submetê-los a uma prévia análise lógico-cientifica.

 

Essa questão é tão complexa que hoje, qualquer filósofo que se posicione contra todas as ideologias tem o dever ético-semântico de conhecer pelo menos 10 significados diferentes já atribuídos ao termo, por celebridades do mundo da política e da filosofia, pertencentes, é claro, às mais diversas correntes ideológicas.

 

Um dos grandes males da política é o fato de ser alimentada pelas ideologias das quais se servem os políticos oportunistas para satisfazer seus interesses pessoais. No dia em que as ideologias morrerem, morrerá também a política, que pode ser definida como “a arte de administrar o bem comum em benefício próprio, se valendo dos discursos ideológicos”. 

 

É comum um cidadão se opor a determinadas ideologias, como por exemplo, a ideologia comunista sem perceber que está assumindo ao mesmo tempo uma outra postura ideológica.

 

Um bom exemplo desta falsa desideologização é a dicotomia entre a “livre iniciativa” e a abolição da propriedade privada proposta pelos marxistas.                                                                                                                                                                                 

 

A idéia marxista é obviamente ideológica, mas e a idéia oposta seria mesmo não ideológica – e portanto cientifica?  

 

Na verdade,  nós humanos, ainda não encontramos uma solução não ideológica para os problemas da humanidade porque a ciência não atingiu um estágio que desse ao homem as ferramentas necessárias para uma “administração cientifica” da sociedade.

 

A ciência e a tecnologia têm dado a máxima prioridade para objetos de investigação que não se refiram à essência humana, isto é, ao que distingue o homem de tudo que existe no universo. Os cientistas do cérebro, por exemplo, se encantaram com os fantásticos processos que ocorrem no interior de nossas cabeças onde se agitam bilhões de células, que compõem uma hiper-complexa miniatura do próprio universo, mas não se deram conta (exceto alguns) que o cérebro é comandado por forças instintivas PRIMITIVAS que estão conduzindo a humanidade para um futuro marcado por uma terrível imprevisibilidade.

 

O cérebro não vai resolver os problemas humanos, porque sequer ele tem a capacidade de pensar. O nosso cérebro não pensa e não usa uma lógica voltada para o bem comum. Não foi programado geneticamente para esse “bem comum”. Por isso o homem é um ser egoísta por natureza, sendo que as ideologias se prestam magnificamente para atender a esse egoísmo -  e o fazem das mais variadas formas, inclusive quando transformam o  bem comum num falso objetivo. Lula et caterva são um exemplo marcante de como o atendimento ao bem comum, priorizando os pobres, serve como estratégia para atender a interesses pessoais, sejam eles materiais, sociais ou psico-neuróticos.

 

E por outro lado, a cegueira ideológica faz com que muitos inimigos de Lula e do PT acreditem que o Brasil entrará nos trilhos se for governado por não esquerdistas, como se essa turma já não tivesse ocupado o poder – e fracassado em sua gestão.

 

Afinal – e obviamente – o Brasil não realizou suas enormes potencialidades porque foi governado por “zelites” incompetentes e oportunistas muito antes do surgimento do PT – e do Lula, uma co-criação do General Golbery.

 

Encerro aqui esse primeiro tópico da análise do discurso ideológico anti-ideológico de Olavo de Carvalho. Na sequência vamos recolher todas as frases por ele escritas em que aparece o termo ideologia e submetê-las a uma  análise lógica isenta de qualquer part pris ideológico, como manda a Ideologia Zero, que será também comentada ao longo desta série, que preencherá um dos capítulos do livro “Ideologia Zero ao alcance de todos” (título provisório), em fase de elaboração digital e veiculação na internet.

 

Mtnos Calil

 

Ps1. Morto o comunismo, só resta à humanidade civilizar o capitalismo ou prosseguir na sua marcha em direção ao abismo, conduzida pelos psicopatas do poder.

 

Ps2. A humanidade está passando por uma fase de enlouquecimento (esquizofrenia social) que está sendo ignorada não apenas pelos governantes globalistas e nacionalistas, mas também pelo nosso mundo acadêmico e cientifico.

 

“Distorções e simplificações pueris” da Folha                   ?

 

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Olavo de Carvalho

 

Dar uma entrevista à “Folha de S. Paulo” é confirmar, uma vez mais, a definição enunciada por Mário Vargas Llosa: “O jornalismo é uma máquina na qual entra um homem e sai um hamburguer.”

 

A repórter Isabel Fleck conversou comigo durante duas horas e quarenta e seis minutos só para me transformar no estereótipo que ela já trazia pronto na cabeça antes de tocar a campainha da minha casa: o “ideólogo de Bolsonaro”. Essa operação, que um macaco treinado realizaria tão bem quanto ela, exige, como condição indispensável, a completa ignorância do que sejam uma ideologia e um ideólogo.

 

Antonio Gramsci foi ideólogo do Partido Comunista Italiano, do qual era militante e aliás fundador. Giovanni Gentile foi ideólogo do Partido Fascista, do qual era militante e aliás co-fundador. Alfred Rosenberg foi ideólogo do Partido Nazista, do qual era militante e aliás co-fundador. Alberto Guerreiro Ramos foi ideólogo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do qual era militante e aliás co-fundador. Luigi Sturzo foi ideólogo da Democracia Cristã italiana, da qual era militante e aliás co-fundador. Emir Sader, o célebre Marquês de Sader, é ideólogo do PT, do qual é militante e aliás co-fundador.

 

Uma ideologia é o discurso justificador de um um programa político definido, criado no seio de uma organização partidária específica, com um claro projeto de sociedade e uma estratégia determinada para a conquista e o exercício do poder. Qualquer pessoa que conheça mesmo por alto a minha obra escrita e os meus ensinamentos orais sabe que aí não se encontra NADA disso e que, ao contrário, cada palavra minha enfatiza a total incompatibilidade entre o conhecimento científico da política e a adesão a qualquer programa ideológico que seja.

 

Pior: no próprio corpo da entrevista, afirmo que DESCONHEÇO o programa político do candidato Bolsonaro e que só anunciei minha intenção de votar nele (aliás sem nem mesmo recomendar que alguém mais o fizesse) por simpatia pela sua comprovada honestidade pessoal e pelo caráter nacional da sua candidatura em face de dois concorrentes obviamente associados a esquemas de poder internacionais.

 

Onde, em que continente, galáxia, buraco de tatu, banheiro público ou hospício do universo, isso faz de mim o “ideólogo” de uma candidatura ou de um partido?

 

Se nem mesmo conheço um determinado programa político, como posso ser o seu inventor ou formulador?

 

O uso do termo só tem sentido como tentativa de fazer de mim uma espécie de Emir Sader da direita, isto é, de me reduzir às dimensões do que o analfabetismo funcional imperante na redação da “Folha de S. Paulo” pode conceber.

 

Sendo trabalhoso demais corrigir uma por uma as distorções e simplificações pueris que a repórter impôs às minhas palavras, reproduzirei aqui, simplesmente, a gravação que fiz da entrevista. A câmera, sem que eu percebesse, caiu ao lado do computador, de modo que a imagem parece expressionismo alemão, mas o conteúdo verbal está reproduzido na íntegra. Daqui a pouco a gravação estará no ar.

 

Isabel Fleck repete a expressão “o ideólogo” ONZE VEZES. A ânsia de carimbar é irresistível. Ética jornalística ZERO, confiabilidade ZERO.

 

Detalhe revelador. Após fazer as fotos da entrevista, a fotógrafa da Foia, Vivi Zanatta, quis umas poses minhas com armas. Achei que não tinha cabimento, pois não estávamos no mato como em Carson, e sim num ambiente urbano, mas ela insistiu, dizendo que era para sua coleção pessoal, e acabei aceitando. Quem, afinal, vai suspeitar de más intenções numa risonha mocinha grávida com cara de espiga de milho? Pois bem, agora entendo que foi tudo um truque sujo do maldito jornal para lotar a página com fotos do Olavo de Carvalho armado e associar a figura do “ideólogo do Bolsonaro” com o massacre de Las Vegas, exatamente como tinha feito com o próprio candidato uns dias antes – como se os cinquenta mortos daquela cidade, cercados e indefesos numa “gun free zone”, não tivessem sido assassinados precisamente pelo desarmamentismo. A baixeza moral, a canalhice do expediente não requer comentários.


Comentário de Filipe G. Martins compartilhado por Olavo de Carvalho:

Poucas vezes li uma reportagem tão ruim quanto a que foi publicada hoje, pela Folha de São Paulo, a respeito do professor Olavo de Carvalho.

 

Dividida entre acreditar no que ouviu do próprio entrevistado ou no que ouviu de seus colegas de redação, a jornalista Isabel Fleck nos apresenta uma matéria esquizofrênica, na qual as palavras do entrevistado desmentem e contradizem, não apenas o título da reportagem, como todas as conclusões adjetivosas da jornalista.

 

Garantindo-nos que estamos diante do ideólogo de um presidenciável, Isabel nos apresenta um filósofo sem grande preocupações de natureza político-eleitoral, que afirma ignorar por completo o conteúdo programático e ideológico do presidenciável em questão, que se diz disposto a aconselhar qualquer candidato interessado e que, ademais, não está assim tão satisfeito com os rumos da direita brasileira nascente.

 

Para completar, não há na reportagem nenhum esforço para revelar qual é, afinal, o ideário do tal “ideólogo” ou como esse ideário influenciou o presidenciável — qualquer presidenciável.

 

De interessante, restam apenas as fotos e a amostra involuntária, mas insofismável, do estágio deplorável em que se encontra o jornalismo brasileiro.

 

Olavo de Carvalho é Filósofo. Originalmente publicado no site Mídia sem Máscara em 10 de outubro de 2017.

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