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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

 Dilma Roussef, com seus pais e seu irmão (foto exibida pela FSP)

1.Um dos principais fatores psicológicos do impeachment é a confusão da D.Dilma, que por mais esforço que faça para superar sua “necessidade de auto-afirmação” que não foi atendida no primeiro mandato, encontra-se agora num beco sem saída porque está sendo pressionada em direções opostas e não sabe a quem atender prioritariamente. Uma coisa é óbvia: ela tem que fazer os cortes no orçamento, com o que até o Papa Francisco concordaria, como sendo um mal absolutamente necessário. Mas a grande dificuldade é definir que cortes fazer na própria carne.

Por exemplo, cortar as verbas destinadas aos benefícios sociais, como o bolsa família, seria cortar na própria carne? Mas uma parte do açougue é constituída pela  carne dos aliados, exigindo uma habilidade de açougueiro profissional, sendo que a Dilma, nunca exerceu este oficio. No caso ela teria que deixar os aliados escolherem a carne de sua preferência, como fazem os consumidores em qualquer açougue.Porém se os próprios aliados têm divergência no processo seletivo das carnes, como fazer?  

2. Lula – que abandonou seu velho companheiro Dirceu às traças da Lava Jato – já está convencido há tempos que a Dilma não serve para sustentar a estratégia de permanência do PT no Poder. Pelo contrário: ela só atrapalha!  Então porque, Lula, conhecendo a teimosia da sua companheira a fez Presidente da República?  - No Brasil ainda existem políticos que conseguem convencer o povo a eleger o candidato de sua preferência – aqui também há um transtorno psicológico bem evidente: os eleitores de Dilma achavam que votar nela seria o mesmo que votar em Lula.

Será que Lula, influenciado por seu narcisismo, achava que a Dilma iria se curvar diante de suas ordens estratégicas e maquiavelanas?

Dizem que “O Principe” de Maquiavel foi o livro de cabeceira de FHC. Pode ter realmente sido, como revela a sua aliança até com a madame inglesa Thatcher, a do ferro. Porém, Lula superou o mestre FHC e soube agradar o povo como ninguém conseguiu até hoje na história do Brasil, porque ao mesmo tempo que agradou o povo, (como muito bem planejou o General Golbery, um dos principais arquitetos da carreira do ex-lider sindical), Lula conseguiu se ajeitar com os banqueiros, mantendo Henrique Meirelles a seu lado, e dando-lhe, naturalmente a autonomia que os banqueiros queriam.

O Brasil, meus amigos, a exemplo do que ocorre com outros países, os banqueiros atuam como “sócio oculto” dos governos. Mais do que isso: eles determinam qual deve ser a política econômica do governo, mas o povo não deve saber disso, pois a estratégia maquiavelana tem na desinformação um dos seus pontos chaves. Agradar o povo, não implica, é claro, deixá-lo bem informado. Pelo contrário. O principio básico dessa estratégia política, adotada antes, durante e depois de Maquiavel, é não revelar ao povo o que ele não deve saber, pois isso o tornaria mas rebelde do que já é.

E também por isso a mídia incomoda muito os donos do poder com o seu “jornalismo de denúncia”, que é um dos caprichos da democracia que mais atrapalha a vida dos políticos. Mas para eles essa democracia ( que na verdade é apenas uma “meia democracia” ou se preferirem, um “simulacro de democracia”, é necessária para aquietar a rebeldia popular, não lhes restando outra alternativa do que aceitar o chamado “Estado democrático de direito”, cuja designação mais correta seria “Estado democrático dos direitos políticos”, os quais, como o própro nome sugere,  acabam sendo prioridade sim, mas para os políticos. Como o poder político não sobrevive sem o poder econômico, os nossos políticos se renderam aos donos do poder econômico, atuando, na maioria dos casos, como subordinados da chamada “oligarquia”, um termo elegante para designar as poucas pessoas que concentram uma parcela fabulosa do dinheiro que circula no mundo.

3.  Todavia, as razões que levaram Lula a escolher a Dilma como sua sucessora, não estão esclarecidas. No discurso que fez em setembro de 2014 em defesa da Petrobrás, Lula disse, referindo-se a ele próprio:

"Alguém pode perguntar porque Lula escolheu a Dilma e não alguém ligado a ele historicamente. É porque eu não via a presidência da República como clube de amigos, mas como uma coisa muito séria que tem que ser governada por alguém que tem pulso firme".

Será que foi este mesmo o motivo? O próprio Lula tem insistentemente recomendado à Dilma que seja flexível no seu relacionamento com os aliados.

Será que Lula cometeu o erro (gravíssimo por sinal) de não ter combinado com a Dilma que ela não se candidataria à reeleição?

O “pulso” (que alguns chamam de personalidade) forte da Dilma ele já conhecia. Não previu os efeitos colaterais desta “personalidade forte?”

Será mesmo que a personalidade da Dilma é forte? Ou a força que ela revela no seu relacionamento com os outros seria, pelo contrário um sinal de “fragilidade psicológica” adquirida na sua infância?

O que é evidente  é que o comportamento de Dilma ao longo da vdia  revela uma clara falta de “maturidade emocional”. Essa imaturidade ficou comprovada ( cientificamente) quando ela participava de “assaltos à mão armada”. Mais do que “imaturidade” é uma prova concreta de falta de equilíbrio emocional.  Ocorre que Lula não se baseou em nenhum diagnóstico psicológico para eleger a Dilma, até mesmo porque ele é também é vitima de alguns transtornos emocionais, o que diga-se de passagem, é comum na política. A política, ao contrário do que pensa a nossa juventude idealista, é uma atividade que exerce uma forte atração sobre pessoas que têm alguns traços “comportamentais” específicos, como por exemplo a necessidade de conquistar a fama (narcisismo) combinada com a necessidade de exercer o poder de uma forma mandatória, quando se trata de políticos com personalidade autoritária.

Seja qual for a razão pela qual Lula escolheu Dilma como o seu “poste” preferido, uma coisa eu posso GARANTIR: Dilma não passaria num processo seletivo conduzido criteriosamente nem para um cargo de secretária. Imagine uma secretária que sofra deste transtorno: dislexia – com essa grave dificuldade na fala, uma moça ou senhora não pode exercer com eficácia a função de secretária. A Dilma não tem culpa nenhuma de ter sido vitima da dislexia. É bem provável que este problema tenha surgido  na sua infância. 

Será que os pais providenciaram o tratamento deste transtorno, que infelizmente é muito complexo e exige a participação de uma equipe multidisciplinar com pelos menos 3 especialistas?:  psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista. Mas a par da dislexia, será que os pais de Dilma deram a ela uma educação fundamentada nos conceitos e métodos da psicopedagogia, que já estavam bem desenvolvidos à época?  É provável que não. O que terá acontecido? Jamais saberemos, mas a própria Dilma, ingenuamente, ou mal assessorada por seu marketeiro, chegou a nos dar algumas pistas. Por exemplo, ela descreveu assim uma cena da infância, num programa eleitoral de 2010:

 "Apareceu um menino na porta da minha casa querendo comida. Falou para mim que não tinha nada, e eu tinha uma nota de dinheiro. Peguei a nota, rasguei, dei metade para ele e fiquei com a outra." Será normal uma criança fazer isso? Que idade ela tinha?

Dilma estudou numa escola católica só para meninas e de procedimentos rígidos, o que por si só, revela um descompasso com os princípios mais elementares da psicopedagogia, sendo um deles fundamental:  dar limites com amor. Está aí uma boa coisa que o Papa Revolucionário Francisco poderia fazer: rever os métodos de ensino das escolas católicas, se é que elas já não abandonaram esta metodologia retrógrada.

No mesmo programa, uma amiga sua de infância relatou que a Dilma tinha nesta escola esse comportamento rebele:

"Deixar a professora na sala, sair e não fazer a prova. Matar a missa e as freiras descobrirem... E a gente ficava um pouquinho de castigo", contou Márcia Fontes

Não teria o pai também revelado esse autoritarismo? É o que sugere essa declaração de Dilma:

"A única coisa que meu pai falava era o seguinte: tem de estudar! Tem de estudar, tem de ler livro, muito livro." 

O comportamento que a Dilma tem revelado hoje está claramente associado aos problemas emocionais da infância (e da adolescência) não resolvidos. Além da dislexia que, por si só é um problema psicológico  (e não apenas fonoaudiológico) ela tem manifestado, através de aparições na mídia, ou segundo relatos feitos por jornalistas confiáveis, atitudes de arrogância e inflexibilidade.  E quanto ao seu relacionamento com os Ministros, quantas vezes já não lemos noticias  informando sobre a sua forma truculenta de falar, além do  “pavio curto”?

Se Lula foi sincero quando elogiou o “pulso forte” da Dilma, cometeu o erro  de não associar essa suposta qualidade aos transtornos emocionais de sua sucessora. Assim está a política no Brasil (e no mundo): o povo elege como Presidentes da República candidatos sem levar em conta MINIMAMENTE, o seu perfil psicológico. Portanto, a tão vangloriada “democracia” não passa de um sistema político doentio, o que por si só, é suficiente para colocar em risco o futuro da humanidade.

AGORA, PREZADOS ANTI-PETISTAS GENÉTICOS: a história de vida da Dilma revela duas coisas: que ela não foi feliz e que não conseguiu fazer uma terapia para resolver seus problemas emocionais instalados na  infância e que se expandiram na sua adolescência. Portanto, existe sim a possibilidade de ela ser uma pessoa de BOM CARÁTER, como algumas pessoas que não são suas amigas da velha guarda têm dito. O que ela precisaria fazer hoje, é encontrar o melhor analista do Brasil, de formação freudiana não ortodoxa – e portanto multidisciplinar, e que adote alguns conceitos e métodos da psicologia cognitiva- para retomar a análise que ela abandonou. A prioridade da Dilma hoje é uma assessoria psicológica – e não política.

4. A ambiguidade é um dos elementos chaves da estratégia maquiavelana, como revela a política romana do “pão e circo” que pode ser atualizada em nossos dias com a expressão “pão e TV” ( É Fantástico...hoje na TV como ontem nas arenas onde os degladiadores despertavam na platéia grande emoções, ao se matarem. Nós não precisamos mais nos dar ao trabalho de sair de casa para satisfazer nossa sede insaciável de emoções negativas. A ambiguidade é inerente à natureza humana onde moram o bem e o mal. Aliás se o mal não existisse, o bem também não existiria, da mesma forma que não existe a vida sem a morte. Isso explica porque os programas de TV que exibem cenas de violência têm tanta audiência. O nosso cérebro foi configurado geneticamente para prestarmos  máximo de atenção às imagens que denotam perigo e assim acabamos nos condicionando a dedicar nossa atenção às cenas onde aparece o “espetáculo” da violência.

No caso da relação de Dilma com Lula a ambiguidade está bem revelada, pois no mesmo discurso ele consegue, ora vangloriá-la ora expor seus (dela) defeitos. 

A melhor coisa para Lula seria ela cair fora e entrar no lugar dela alguém da oposição do PT, pois certamente a economia do país não vai se recuperar durante este mandato da Dilma. Assim, Lula poderá se candidatar de novo , mostrando as diferenças entre o governo dele e de seus sucessores. Mais do que isso, depois de reduzidos os efeitos colaterais do  (des) “Ajuste Fiscal” ele poderá atualizar a política assistencialista que o conduziu ao poder (assistencialismo não é sinônimo de populismo, pois a filantropia também tem caráter assistencialista). Como todo o mundo vai culpar a Dilma pela desastrosa crise em que nós entramos, isso por imposição do bode expiatório que mora no nosso inconsciente e que tem a função de saciar a nossa vontade de sempre encontrar UM culpado para tudo, Lula poderá dizer algo o tipo:

“Dilma como até seus opositores reconhecem, é uma mulher correta. Apenas não estava preparada para enfrentar as feras do nosso mundo político. O pulso firme, como eu dizia, é realmente necessário, mas precisa ser combinado com a suavidade: o estadista precisa em alguns momentos ser muito firme e outros momentos ser gentil e suave. Essa flexibilidade é fundamental para o bom desempenho de um governante”.  (espero que ele não leia este artigo, pois do contrário corremos o risco de ele fazer uso desta falácia marketeira).

Quer dizer então que Lula pode voltar a ser Presidente do Brasil? Bem... acho isso um bocado difícil, mas tendo como concorrente um Aécio Neves, o povo pode achar que o Lula é “menos pior”. Eleger o menos pior já faz parte da cultura de resignação de nosso povo. Ou o menos pior seria o Alckmin?

5. E para o Brasil, o que seria melhor hoje? 

Para acalmar uma grande parte de nossa população, que envolve agora não apenas a classe média, mas também uma parcela dos pobres, é claro que o melhor seria a Dilma pedir demissão, evitando assim o agravamento da crise política (e social) que o processo de impeachment vai provocar, durante a sua prolongada gestação. Essa atitude acalmaria também o “Sagrado Mercado” que despertaria seu “instinto animal” voltando a investir no Brasil, cuja credibilidade já chegou no fundo do poço. 

Se o povo brasileiro tivesse um ímpeto revolucionário e uma liderança capaz de capitalizar este ímpeto para colocar o país nas verdadeiras trilhas do desenvolvimento, através de reformas radicais, começando pela reforma do estado e pela reforma política (que são coisas diferentes) e baseando essas reforma nestes 3 princípios – ética, humanismo e transparência – poderíamos dar um salto e pela primeira vez em nossa história viabilizar a realização das imensas potencialidades desta Nação.

Mas infelizmente o DNA do Brasil foi configurado  de tal modo, que seu destino é NÃO REALIZAR SUAS POTENCIALIDADES. Uma das provas deste transtorno genético foi a nossa Independência que teve a “colaboração” da Inglaterra que tinha grandes interesses comerciais na então colônia de Portugal. A outra evidência do transtorno se revelou na (des) qualificação do país como sendo “essencialmente agrícola” . Como o desenvolvimento depende essencialmente da industria e da tecnologia, esse espírito agrícola se coadunou muito bem com o espírito colonial, transformando o Brasil, em pleno século XXI num exportador de commodities e num importador dos produtos que são industrializados lá fora com essas commodities. O resultado desta trama espiritual é que continuaremos economicamente dependentes. Infelizmente a historia não deu o devido valor à Independência Econômica, e sem ela, a outra Independência, a de 7 de setembro de1822 , no caso do Brasil, não passa de um simulacro.

 Mtnos Calil

Ps. As informações sobre a infância de Dilma Roussef foram extraídas desta matéria da FSP:

http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2014/10/1526700-meu-pai-dizia-para-eu-estudar-muito-diz-dilma-rousseff-sobre-a-infancia.shtml

 

Numa dessas reuniões de intelectuais ipanemenses, tive o inenarrável prazer de conhecer o Dr. Rotwurst, considerado na Áustria um dos maiores psicanalistas do mundo. Conversa vai, conversa vem, disse-me este investigador da psicologia das profundezas que ele tinha sido o analista de Dilma Rousseff durante 10 anos!

Perplexo e curioso, não esperei que ele dissesse mais nada. Perguntei na bucha: “Após esse longo tempo, o senhor deu alta à sua paciente?” “Não, disse-me ele, jamais faria tal coisa! Mas não pude fazer nada, porque ela simplesmente abandonou a terapia e nunca mais soube dela”.

“E o senhor pode me dizer qual ou quais os motivos?” “Na realidade, não sei. Mas acredito que ela não gostou de uma interpretação que fiz de um dos seus sonhos…”.

“Qual foi esse sonho, Dr.?” “Ah! Isto não posso lhe dizer por uma questão de ética médica” Mas ela saiu furiosa do meu consultório, pondo fogo pelas ventas e batendo a porta”.

“Depois disso, ela nunca mais o procurou? Nem um telefonema, nem um breve e-mail?“ “Nada! Ela nunca mais me procurou!”.

“E o senhor não a procurou nem mesmo para saber por que ela havia abandonado o divã de seu psicanalista?” “Oh! Isto é coisa que um profissional do meu ramo não pode fazer, ainda que sinta vontade de ouvir uma explicação.”

“Corrija-me se eu estiver errado, Dr, Rotwurst… Eu entendo que a relação do terapeuta com seu paciente é semelhante à do padre confessor e o fiel que faz sua confissão. O que se passou no confessionário é secreto, inviolável, assim como o que se passou no divã do psicanalista…

“Exatamente isso! Essa é uma medida visando à manutenção da privacidade de ambos, o confessante e o paciente. Além disso, ela faz com que eles se sintam mais seguros e dispostos a revelar coisas que não teriam coragem de dizer nem para seus cônjuges, irmãos, amigos mais íntimos, etc.

“Mas isto não o impede de traçar um breve perfil psicológico de sua paciente durante 10 anos. Estou certo que o longo convívio mantido entre ambos deu para fazer um esboço da personalidade de Dilma”.

“É claro que eu fiquei sabendo muitas coisas sobre seu modo de ser, seu caráter e personalidade. Acho que seu eu disser para você que ela é uma mulher mandona e de pavio curto, não estarei violando sua intimidade, mesmo porque até quem não é psicanalista já percebeu esses dois traços de sua psiquê”

“É verdade, Dr.  Eu mesmo já havia percebido esses dois traços de Dilma, e eu só a conheço da tela da TV. Nunca a vi mais gorda, nunca bati um papo com ela, mas como diz o velho adágio chinês: “Uma imagem vale mais do que mil provérbios”, principalmente quando essa imagem vem acompanhada de falas na TV e de escritos nos jornais. Mas o senhor disse que Dilma é uma mulher mandona e de pavio curto. Que outros traços da sua personalidade o senhor pôde perceber e pode me dizer?

Bem, logo nos primeiros dias de nosso relacionamento médico-paciente, pude perceber que Dilma tinha uma enorme dificuldade em se expressar:  frases truncadas, grandes brancos, ausência de articulação do pensamento, etc. Isto me levou a suspeitar que ela padecia de dislexia…”

“Dislexia? Que é isso, Dr.?” “Isso mesmo que descrevi e mais algumas coisas. A dislexia em si mesma não é coisa da seara da psicanálise, e sim da fonoaudiologia, que trata dos distúrbios da fala. Mas as causas da dislexia são de interesse do psicanalista, uma vez que quase sempre envolvem sérios problemas psicológicos, traumas da infância ou da adolescência, assim como a gagueira que às vezes aparece na fala do disléxico.”

“É verdade, Dr.  Assisti muitas vezes a Dilma gaguejar na TV, mas era diferente da gagueira dos gagos. A deles é uma coisa constante que só pára quando fecham a boca ou cantam. Temos um exemplo disso: o grande cantor Nelson Gonçalves era muito gago quando falava, mas quando abria sua boca para cantar, a gagueira sumia e sua bela voz fluía como um rio…

“Você está certo. Há de fato uma diferença entre as duas gagueiras. A do disléxico costuma aparecer num momento de indecisão quando ele experimenta uma grande tensão entre impulsos psicológicos conflitantes.”

“De qualquer forma, Dr., tenho a impressão de que a dislexia é um sério entrave na carreira de um político, uma vez que ele precisa comunicar bem suas ideias para os eleitores, ser fluente para ser influente, conquistar corações e mentes com sua verve e, principalmente, não cometer tropeços em seus discursos de improviso.”

“Certamente, um político que se mostra oscilante, gagueja, tem uma fala truncada e desarticulação de pensamentos, terá grande dificuldade em vencer uma eleição, mesmo no País dos Analfabetos”.

“É, mas Dilma venceu as duas únicas que ela concorreu para Presidente do Brasil. não é mesmo? E como o Sr. Explica isso, Dr.Rotwurst?”

“Acho que nem Freud explica…Estou brincando.  A explicação transcende o domínio psicanalítico.  É coisa    que deixo para os cientistas políticos…”

“Mas, como cidadão austríaco naturalizado brasileiro, o senhor deve fazer uma ideia e eu gostaria de saber qual é.”

“É muito simples: Lula vult! (Lula assim quis!). Lembro-me, quando Dilma era candidata pela primeira vez, o conhecido jornalista Elio Gaspari disse que, com seu fabuloso prestígio, Lula era capaz de eleger até um poste!

“De fato, o poste foi eleito e reeleito. Lula só se esqueceu de instalar a fiação elétrica e colocar uma lâmpada, de modo que seu poste só serviu mesmo para bicheiros colocarem resultados do jogo-do-bicho e vira-latas fazerem pipi”.

“É, mas mesmo assim, ela conseguiu se reeleger. O prestígio de Lula é uma coisa impressionante!  Mas nós estávamos falando de Dilma e você me pediu para esboçar um perfil psicológico dela…”  “Isso mesmo, Dr. Rotwurst.”

“Bem, como costumam dizer que os psicanalistas explicam tudo remetendo à infância dos seus pacientes, com suas mazelas psicológica, complexo de Édipo ou de Eletra, etc. vou deixar de lado essa fase da sua vida e começar pela adolescência…”

“Por que Dr.? Há coisas escabrosas ocorridas na infância de Dilma?”

“O sigilo da terapia e a ética médica não me permitem fazer nenhum comentário!” “Certo Dr. Comece então onde o senhor disse.”

“Dilma é filha de uma família de classe média de Belo Horizonte. Ela estudou em um colégio de freiras e era uma adolescente como qualquer outra: fez primeira comunhão na Igreja Católica, ia às festinhas da época, etc.” Em 1964 ou poucos anos depois, Dilma Rousseff entrou para a faculdade de Economia da UFMG, antro de comunistas como as faculdades da UNICAMP, da UFRJ e outras”.

“Lá estando, foi recrutada por seu namorado, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, para uma facção marxista não-guerrilheira, quer dizer: “reformista”, chamada POLOP (Política Operária). Lembremos que grandes mudanças sociais só se fazem possíveis com reformas ou revolução. Tertium non datur”.

“Como há sempre dissensões nas esquerdas – desde os execráveis tempos da Revolução Bolchevista de 1917 – a POLOP não seria a honrosa exceção e, por isso mesmo, teve um racha de onde brotou o COLINA (Comando de Libertação Nacional)  ao qual se filiaram Dilma e seu namorado, pois o casal que luta junto permanece junto, para derrubar a ditadura em nome de outra.

“Contudo, perseguidos pela implacável polícia mineira, o jovem casal fugiu para onde costumam fugir todos os fora-da-lei dos filmes de Hollywood: para a Cidade Maravilhosa. E aqui permaneceram na clandestinidade, tal como Ho-Chi-Min na Lapa boêmia de Camisa Preta, Meia-Noite e Madame Satã.”

“No Rio de Janeiro, Dilma adotou o nome da guerra de “companheira Estella”, ascendeu de statuschegando ao topo do COLINA, que não era aquela high and windy hill do filme Love is a Many-Splendored Thing [Suplício de uma Paixão], pois passou a fazer parte do GOSPLAN, perdão: do grupo de planejamento estratégico da referida organização subversiva.”

“Assim sendo, foi logo planejando três assaltos a bancos, não com o reles objetivo de meter a mão na bufunfa para satisfazer suas veleidades, idiossincrasias e caprichos burgueses, mas sim com a nobre finalidade de arrecadar fundos para a revolução do proletariado em curso no Brasil. Tudo pela causa operária!” E como já dizia Maquiavel, “Os fins justificam os meios”…

“A companheira Estella podia não ser uma liderança carismática como Lulinha-Paz-e-Amor, nem possuir a invejável verve do Demóstenes de Garanhuns, mas era uma competente chefe de quadrilha, e tanto foi assim que seus muitos e bem-sucedidos assaltos a bancos renderam-lhe grande prestígio entre as facções radicais de esquerda, produzindo a integração de outros grupelhos, maltas e catervas, tais como, por exemplo, a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que acabou liderada pelo triunvirato: companheira Estella, Carlos “Gaúcho” Araújo e o desertor Capitão Lamarca, aquele que pensava que a Baixada Santista era como as estepes russas e ele o Lenin caboclo.”

“Aí então em junho de 1969, 3 carros com 11 guerrilheiros da VAR-PALMARES subiram a ladeira e foram para Santa Teresa – para os não-iniciados, na época um bairro grã-fino do Rio, apesar de ser um morro – estacionaram em frente à casa de um irmão de Ana Capriglioni, que não era membro da Máfia nem daCamorra, nem da Gnandragheta, mas  sim amante do  então governador de São Paulo, Adhemar de Barros.

“Seguindo habilidoso plano traçado pela companheira Estella – coisa para nenhum Al Capone nem Lucky Lucianno botarem defeito – a quadrilha furtou um cofre de chumbo de 300 Kg – trabalho pesado! – com US$ 2,5 milhões. Na época uma boa fortuna, hoje bem menos.”

“Mas, diferentemente de um certo político dos Pampas, chamado por Fidel Castro de El Ratón – não sem forte motivo! – os mencionados guerrilheiros urbanos não usaram essa grande quantia para comprar fazendas de vaquinhas na Austrália nem de ovelhinhas no Uruguai – mas sim para comprar armas e víveres para a gloriosa revolução do proletariado, indício inequívoco de que eram comunistas, porém acreditavam sinceramente em sua fantasia de um regime comunista funcionando na Bruzundanga onde Comissão de Inquérito pode não funcionar, mas comissão de 10% e Comissão de Frente sempre funcionam.”

“Logo nos primeiros dias de 1970, a companheira Estella foi presa e levada para a Operação Bandeirantes. Foi aí que ela adquiriu um dos melhores itens para seu curriculum vitae político no período pós-ditadura de 1964: foi torturada, mas não delatou seus companheiros. [Ela possuía ao menos uma rara virtude: a lealdade]. Condenada a 6 anos por subversão da ordem constituída – o que foi uma pena suave, se considerarmos que estavam em jogo, no mínimo, os crimes continuados de assalto à mão armada e formação de quadrilha – recorreu e conseguiu reduzir a pena para 2 anos e 1 mês. Ainda não existiu criminoso, por mais hediondo que seu crime fosse, que conseguisse ficar mais de cinco anos nos xilindrós da Bruzundanga!”

“Solta, a subversiva de alta periculosidade mudou-se para Porto Alegre e retornou à vida acadêmica, não para formar grupelhos esquerdistas radicais, mas sim para começar a fazer, mas não concluir, mestrado e doutorado em Economia na UNICAMP onde o professor que não é marxista – do tipo vegetariano ou carnívoro – é intervencionista da cepa cepalina, i.e. da CEPAL, Tertium non datur. Ou melhor: na verdade, existem uns poucos estranhos no ninho de Papá Marx y sus macaquitos listos y arreglados de América del Sur y Caribe”

“Isto feito, a companheira Estella entrou para o glorioso partido do Pangaré dos Pampas, o PDT, e acabou Secretária de Minas e Energia do Exterminador do Futuro. Arnold Schwarzenegger? Não, Olívio Dutra (PT ) (1999-2002). Quando o PDT desfez sua aliança com o PT (Perda Total) e exigiu a entrega dos cargos ocupados. Aí então, a companheira Estella – não por conveniência, mas sim por solidariedade para com o bigodudo Nietzsche dos Pampas – saiu do PDT, entrou no PT e, assim, permaneceu firme no cargo sob a indefectível liderança de Lula-Deixa-Que-Eu-Chuto.

Enfim, acabou sendo a regra 3 de Lula quando seu preferido Zé Dirceu – em virtude ou vício do mensalão – passou a atuar nos bastidores e não pôde, em virtude de lei e  da execração pública,  ser candidato a Presidente”.

“Meu caro Dr. Rotwurst, o senhor me brindou com um resumo do curriculum de Dilma até sua primeira candidatura à Presidência. Tudo muito interessante, mas o que eu lhe pedi foi um perfil psicológico de Dilma e até agora o senhor se limitou a umas poucas pinceladas: disléxica, mandona e pavio curto.”

“É claro que há outros traços: arrogante, presunçosa, canhestra, turrona, truculenta, trapalhona, dissimulada, má negociadora, não afeita ao diálogo nem com os seus ministros, mal-humorada, dona da verdade e incapaz de admitir seus erros, etc.

Mas se você desejar que eu ofereça evidências do que afirmei, apresentando dados colhidos dos seus discursos e declarações na mídia, vamos ficar aqui até o sol nascer…

* Mario Guerreiro é Doutor em Filosofia pela UFRJ. (462)

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