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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

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O editorial que sugere remédios amargos e radicais para conter a crise, nada diz porém, sobre os riscos de uma convulsão social se houver o impeachment. Ou será que Lula aproveitaria o impeachment para tentar recuperar sua “popularidade”?

Afinal é voz corrente que a atual crise brasileira é culpa da Dilma e que com Lula não aconteceu nada disso. Convenhamos, que de certa forma ele tem razão, pois contava com Henrique Meirelles na sua equipe desde o inicio. Já a Dilma aceitou o Levy, a duras penas, só no final  de sua atrapalhada gestão. - como se verifica, a estabilidade do Brasil depende de ministros-banqueiros.

Prossigo abaixo nesta cor, comentando o editorial.

EDITORIAL - FSP

Última chance

13/09/2015  02h00

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/09/1681108-ultima-chance.shtml?cmpid=newsfolha

Às voltas com uma gravíssima crise político-econômica, que ajudou a criar e a que tem respondido de forma errática e descoordenada; vivendo a corrosão vertiginosa de seu apoio popular e parlamentar, a que se soma o desmantelamento ético do PT e dos partidos que lhe prestaram apoio, a administração Dilma Rousseff está por um fio.

Sim, ela “ajudou” a criar, o que significa que existem outros responsáveis não petistas pela crise.

A presidente abusou do direito de errar. Em menos de dez meses de segundo mandato, perdeu a credibilidade e esgotou as reservas de paciência que a sociedade lhe tinha a conferir. Precisa, agora, demonstrar que ainda tem capacidade política de apresentar rumos para o país no tempo que lhe resta de governo.

Uai, como que de repente ela poderia demonstrar essa suposta capacidade política? Fazendo o que? Vejamos se a resposta a esta pergunta está mais abaixo.

Trata-se de reconhecer as alarmantes dimensões da atual crise e, sem hesitação, responder às emergências produzidas acima de tudo pela irresponsabilidade generalizada que se verificou nos últimos anos. Medidas extremas precisam ser tomadas. Impõe-se que a presidente as leve quanto antes ao Congresso –e a este, que abandone a provocação e a chantagem em prol da estabilidade econômica e social.

Que medidas extremas seriam essas?

Também dos parlamentares depende o fim desta aflição; deputados e senadores não podem se eximir de suas responsabilidades, muito menos imaginar que serão preservados caso o país sucumba.

Não vou perder tempo falando de deputados e senadores que estão lá, salvo algumas poucas exceções, para ganhar dinheiro e alimentar seu Ego avantajado. (narcisismo)

É imprescindível conter o aumento da dívida pública e a degradação econômica. Cortes nos gastos terão de ser feitos com radicalidade sem precedentes, sob pena de que se tornem realidade pesadelos ainda piores, como o fantasma da inflação descontrolada.

a) Ué... e esse radicalismo sem precedentes não pode, por sua vez, também gerar pesadelos?

b) Não se preocupem com o fantasma da inflação. Para isso já foi adotada a medida que os banqueiros adoram, que é a taxa abusiva de juros em vigor.

A contenção de despesas deve se concentrar em benefícios perdulários da Previdência, cujas regras estão em descompasso não só com a conjuntura mas também com a evolução demográfica nacional. Deve mirar ainda subsídios a setores específicos da economia e desembolsos para parte dos programas sociais.

Segundo a Revista Veja a Dilma já teria cortado o Bolsa Família de 800 mil famílias. Favor informar se este número corresponde aos fatos.

As circunstâncias dramáticas também demandam uma desobrigação parcial e temporária de gastos compulsórios em saúde e educação, que se acompanharia de criteriosa revisão desses dispêndios no futuro.

Que a educação continue aguardando por tempos melhores, ainda vá lá. Mas cortar gastos da saúde, sacrificando milhões de brasileiros é justo?  Para estes brasileiros abandonados à própria “sorte”, valem então os pesadelos?

Obs. O que a educação precisa com urgência é uma profunda reforma no sistema de ensino, em todos os níveis. Até para formar médicos temos “faculdades de fundo de quintal”.

Além de adotar iniciativas de fácil legibilidade, como a simbólica redução de ministérios e dos cargos comissionados, devem-se providenciar mecanismos legais que resultem em efetivo controle das despesas –incluindo salários para o funcionalismo–, condicionando sua expansão ao crescimento do PIB.

Sim, existem muitas mordomias para as elites dos funcionários públicos. Porém eles têm direitos adquiridos. E quem faz as leis são os deputados e senadores.  Cuidado, porém, com a generalização, pois existem também funcionários públicos mal remunerados.

Embora drásticas, tais medidas serão insuficientes para tapar o rombo orçamentário cavado pela inépcia presidencial. Uma vez implementadas, porém, darão ao governo crédito para demandar outro sacríficio –a saber, alguma elevação da já obscena carga tributária, um fardo a ser repartido do modo mais justo possível entre as diversas camadas da população.

Qual seria esse “modo mais justo possivel” de repartir o sacrifício? Os banqueiros e outros donos de grandes riquezas deveriam também serem “sacrificados”? Se sim de que maneira?

Não há, infelizmente, como fugir de um aumento de impostos, recorrendo-se a novas alíquotas sobre a renda dos mais privilegiados e à ampliação emergencial de taxas sobre combustíveis, por exemplo.

Quem seriam esses “mais privilegiados”? A classe média estaria nesta lista? A nova ou a velha? 

Serão imensas, escusado dizer, as resistências da sociedade a iniciativas desse tipo. O país, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma Rousseff tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa.

Conclusão: o jornal FSP, como um dos representantes mais legítimos das elites brasileiras, admite sem nenhum constrangimento, que mais uma vez é o povo brasileiro que tem que pagar (e sofrer) pelos erros de seus  (des) governantes.

 

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