IMLB - Instituto Mãos Limpas Brasil

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Mtnos Calil

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No Brasil, um Assessor de 3º nível de um Deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou mero estafeta de correspondências, ganha mais que um Cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo e a sua vida, buscando curas e vacinas para salvar vidas.

 

Só sendo hacker e usando as mesmas armas dos criminosos da Dark Web, vamos vencê-los. E se ligue: essa guerra já começou faz tempo.

 

 

Há 4 anos, aqui mesmo no SXSW, assisti a uma palestra sobre a Dark Web. O palestrante era um garoto que aparentava não ter mais de 25 anos, que falava com absoluta propriedade sobre o lado negro da internet, onde ocorrem coisas como tráfego de pessoas, compra e venda ilegal de órgãos, drogas e armas, onde você se conecta com comunidades de pornografia infantil, onde se compram documentos falsos e se preparam golpes a governos e algumas guerras, onde você pode contratar um assassino profissional ou adquirir componentes para fabricar bombas, com direito a tutorial em vídeo. É o lado podre de nós, homens, ninho dos hackers.

 

Pois o garoto falava que nossa única chance frente a tudo isso era combater hackers com kackers e nos proteger da podridão usando o mesmo recurso da internet profunda, que são algoritmos encriptados de alta segurança. Ele dizia que nossos celulares deveriam já vir com esses códigos de fábrica.

 

É a mesma posição do Julien Assenge sobre a investigação das nossas vidas pelos órgãos de segurança dos governos e as empresas que invadem nossa privacidade e pegam nossos dados sem que tenhamos o menor conhecimento disso.

 

Tinha meia dúzia de gatos pingados naquela palestra.

 

Ontem, aqui, no mesmo SXSW, o mesmo tema foi abordado na excelente palestra “Lightining the Dark Web”, de Christopher White. Só que desta vez a internet escura e podre atraiu milhares de pessoas, que lotaram um imenso auditório do evento.

 

O mundo mudou muito em quatro anos e todos agora querem saber como se proteger e como funciona essa tal internet podre, mas altamente avançada, que não vemos mas está lá corrompendo nossas vidas e toda a vida em sociedade do Planeta.

 

Cristopher White é um dos hackers do mundo do bem. Ele conhece a internet escura como os hackers que nela habitam. Navega nela com a mesma intimidade. Conhece seus códigos encriptados e as quadrilhas que nela trafegam e traficam. Ganhou reconhecimento oficial do Governo dos Estados Unidos com vários títulos honoríficos por seu trabalho e atua há anos em íntima proximidade com o DARPA, que para quem não sabe é um órgão de segurança dos Estados Unidos, que anos atrás fez uma coisa muito interessante: criou a internet. Ah, ele hoje é funcionário da Microsoft, de um departamento que se chama Microsoft Digital Crimes Unit, que a maioria dos presentes certamente ignorava a existência.

 

Sua tese é simples: combater hackers com dados, pesquisa profunda e conhecimento detalhado de como agem, o que fazem, como fazem, mapeando-os com sistemas de informação altamente complexos, como a própria Dark Web, para, como diz o título de sua palestra, colocar assim luz sobre a escuridão desse submundo virtual, o submundo de nós mesmos.

 

Esse cara e seu time trabalham com data science avançada e altamente complexa, desenvolvendo softwares de alta performance, usando Inteligência Artificial e Business Intelligence para, ao final, compor com tudo isso painéis e dashboards lindos, coloridos e plotados no mapa mundi, que nos mostrou, em que vemos identificados onde estão acontecendo os crimes e o que os criminosos estão fazendo. Impressionante.

 

Conclamou os desenvolvedores do mundo a ajuda-lo. Tipo, cola junto e vamos acabar com os bad guys. É um grande chamado. Eu, se fosse dev, colava.

 

Para complementar o tema, assisti também a um painel chamado “Tacking Back The Internet”, sobre ativismo digital e como combater os extremistas, de nazistas a ativistas do Estado Islâmico. Tema correlato, portanto, certo?

 

A arma proposta ali foi dar poder aos estudantes de todo o mundo, através de um programa com funding de investidores do bem e de vários governos do mundo (40 países já se engajaram), para que descubram e proponham, em concursos tipo hackathon (500 por ano internacionalmente), soluções para combater os ativistas das causas discriminatórias e criminosas, que estão em cada esquina da internet, fomentando o post truth, a mentira e a matança como instrumentos de dominação.

 

A palavra de ordem em ambos os painéis foi clara … vamos contra-atacar! É nossa única saída para salvar a web do seu lado podre, que nós mesmos colocamos lá. Luz na escuridão.

 

12/03/2017

 

Como o lado podre dos homens vai salvar a internet do lado podre dos homens.

Pyr Marcondes

Diretor-geral da M&M Consulting

 

 

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