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No Brasil, um Assessor de 3º nível de um Deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou mero estafeta de correspondências, ganha mais que um Cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo e a sua vida, buscando curas e vacinas para salvar vidas.

Desde janeiro, o Deutsche Bank perdeu US$ 15 bilhões, ou metade do seu valor

A Europa bancária volta a tremer. Culpa de quem? Dos gregos incapazes? Dos galegos e portugas? Dos bifes e sua sujeira do Brexit? Da pobre Holanda? Dos carcamanos? Nada disso: culpa... dos alemães. Dos boches? Sim, dos boches. 

Mais precisamente, do Deutsche Bank, que perdeu na bolsa, quinta-feira, desde as primeiras transações, 8%. E o Deutsche Bank não é pouca coisa. Foi criado em 1870 para financiar a indústria após a Guerra Franco-Prussiana. Depois ganhou vulto: seu balanço equivale ao PIB da Itália e representa 10% do PIB da zona do euro. 

É esse mastodonte, muito maior que o Lehmann Brothers, que hoje perde fôlego. Duas razões: é frágil, como assinalou o FMI, e tem uma enorme carteira de ativos de risco, totalmente obscuros, que podem virar uma verdadeira bomba, mais ou menos como aconteceu em 2008 quando o Lemann Brothers foi à falência. 

São essas as fraquezas estruturais do Deutsche Bank. A isso, vem se juntar um incidente conjuntural: os Estados Unidos ameaçam o banco com uma multa de US$ 14 bilhões por seu papel na crise de 2008. US$ 14 bilhões! Sabemos que tal soma é teórica: uma negociação vai reduzir substancialmente a quantia. A psicologia, porém, tem um papel decisivo nas finanças, e esse é o caso. 

Uma faísca pode inflamar a bolsa, como um cigarro jogado de um carro transforma a Califórnia num braseiro. Os estragos já são graves: desde janeiro, o Deutsche Bank perdeu US$ 15 bilhões – metade de seu valor, ou a multa aplicada pelos Estados Unidos. 

É evidente que Angela Merkel já está em uniforme de combate. É preciso apagar o fogo. Mas isso não é fácil. Há dois dias, o semanário Die Zeit, de Hamburgo, anunciou que Berlim e Merkel preparavam um plano de emergência para o Deutsche Bank. Berlim desmentiu. Não há plano de salvação. O diretor do banco (estranhamente, um inglês) minimizou: “Está tudo bem. Não há plano nenhum”. Por enquanto, ao que se diz, os outros países europeus não sofreram contágio. Mas já se sabe que o próximo ponto frágil da Europa bancária será a Itália. O país está inerte. Apesar de seu premie, Matteo Renzi, andar bem, o país claudica. Seu setor bancário está embolorado. 

Para corrigir isso, seria preciso recapitalizar os bancos italianos com ¤ 100 bilhões (US$ 112 bilhões), de modo a evitar que sejam arrastados pela enorme quantidade de dívidas suspeitas não provisionadas. O setor bancário italiano é um castelo de cartas. Um incêndio, uma tempestade forte, destruiria seu telhado. 

Portugal, também, inspira cuidados. Se a classificação de risco do país cair...

Especialistas responsabilizam cada vez mais o Banco Central Europeu (BCE), com sua política de juros baixos, pela desordem bancária na Europa. O diretor do BCE, o italiano Mario Draghi, teve suas razões para manter a situação assim a fim de estimular as economias neurastênicas. Hoje, no entanto, os juros baixos são cada vez mais uma desvantagem para os bancos. Um banco consegue dinheiro emprestando a curto prazo (mais barato) para poder emprestar a longo prazo (que sai mais caro). Ora, com a política de Draghi, as taxas de curto e longo prazos são semelhantes. Assim, os bancos perdem sua fonte de lucro. 

Enquanto isso, o governo grego continua a se perguntar como vai conseguir que pelo menos alguns cidadãos concordem em pagar de vez em quando seus impostos. Querida Europa... / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

 
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