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Mtnos Calil

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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

Mais de dois anos de transição?

Presidente “interino” por mais de dois anos?

Seja qual for a extensão deste conceito transicional ele implica uma atuação política distinta do normal.

Uma das características desta anormalidade é a falta de poder para implantar um programa de governo concebido pelo próprio “Presidente”.

A principal função transicional de Temer (ou de quem venha a ocupar o seu lugar, caso ele seja impedido), será agradar a gregos e troianos para tentar ir empurrando as crises política e econômica com o abdômen  até as novas eleições para a Presidência.

Para exercer essa função, Temer terá que se despersonalizar por completo, para o que, diga-se de passagem, tem toda a competência acumulada ao longo dos anos no peemedismo, cujo “pragmatismo” transcende em muito o espírito republicano que só os estadistas podem cultivar.

No plano econômico ele terá simplesmente que obedecer a Henrique Meirelles.

No plano político estará, porém bastante espremido, porque terá que obedecer aos interesses dos membros de uma coalisão também transicional e ao mesmo tempo atender a voz das ruas. Terá inclusive que fazer uma parceria com o PT para o que certamente contará com a boa vontade das lideranças remanescentes deste partido em frangalhos. O interesse destas lideranças se resume em manter a pequena parcela de poder que lhes restou. O maior problema de Temer não virá das hostes petistas em sim da hiper-fragmentada base política que necessita por exemplo, de muitos ministérios para satisfazer suas necessidades profissionais.

Ouvindo a gregos e troianos hoje Temer está perdido, correndo o risco de fazer trapalhadas do tipo “dizer uma coisa hoje e desdizê-la amanhã”, como já está ocorrendo. Confira na matéria abaixo, da FSP de hoje (9/5/2016)

Mtnos Calil

Após críticas, Temer recua do recuo sobre corte de ministérios

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) comunicou a seus aliados que vai retomar o plano de promover um corte substancial na máquina do governo e, com isso, reduzir no primeiro escalão o leque das barganhas políticas de sua eventual base aliada.

Ter uma estrutura mais enxuta era plano original de Temer, que foi abandonando a ideia à medida que dirigentes partidários apresentaram pleitos para ocupar cargos por apoio no Congresso.

O recuo foi criticado até por aliados, que acusavam Temer de repetir os mesmos erros de Dilma Rousseff. O vice sentiu o peso da reprovação pública à negociação de espaços.

Ele recebeu uma série de especialistas em comunicação e pesquisas que mostraram a reprovação do chamado "toma lá dá cá" e apontaram ampla expectativas de enxugamento da máquina.

Quem esteve com o peemedebista diz que ele demonstrou preocupação em "desapontar a sociedade" por não implementar "o que esperam dele".
Temer começou a esboçar desconforto com as negociações já na sexta (6), como mostrou a coluna "Painel", da Folha. Depois, decidiu passar a maior parte do fim de semana em São Paulo, onde só recebeu aliados mais próximos.

À noite, voltou a Brasília e discutiu o novo formato do ministério com a cúpula de sua articulação política e com Henrique Meirelles, que deve ser o ministro da Fazenda

Há, no entanto, um receio de que a retomada dos planos abale a tentativa de Temer de construir uma base ampla na Câmara, o que inviabilizaria a aprovação de projetos, e até mude alguns votos no Senado, que deve apreciar o afastamento de Dilma nesta quarta (11).

Dilma tem 32 ministérios. Temer havia pensado primeiro em algo em torno de 20, depois disse que não conseguiria cortar a menos do que 26.

O vice já começou a informar dirigentes de partidos aliados sobre seus planos. Para convencer o PSDB a ter menos espaços, o próprio Temer foi no domingo (8) à noite, segundo aliados, se encontrar com o presidente do partido, Aécio Neves (PSDB-MG).

Aécio é apontado como padrinho de duas indicações: Tasso Jereissatti (PSDB-CE) para Desenvolvimento e Bruno Araújo (PSDB-PE) para Cidades. Temer tem em sua cota pessoal mais dois tucanos: o senador José

Serra, que deve ir para o Itamaraty, e o secretário da Segurança de SP, Alexandre de Moraes, para a pasta da Justiça.

O vice também já falou com o presidente do PPS, Roberto Freire (SP), que era dado como nome certo para o Ministério da Cultura. Temer afirmou que não pretende mais manter a pasta e que deve fazer uma fusão com outro ministério, provavelmente a Educação. Além disso, o vice anunciou ter desistido de entregar a Ciência e Tecnologia ao PRB.

Ele voltou a pensar em um modelo no qual a pasta seja incorporada a outra. O presidente da sigla, o bispo licenciado da Igreja Universal Marcos Pereira, era o nome para a pasta, o que causou críticas na comunidade científica. 

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