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Por moradia, grupo monta barracos na frente da Prefeitura

 SÃO PAULO - Cerca de 200 moradores de quatro ocupações participam na manhã desta quarta-feira, 16, de um protesto em frente à Prefeitura de São Paulo para reivindicar habitação. Os manifestantes montaram barracas no Viaduto do Chá e esperam ser recebidos pelo prefeito Fernando Haddad (PT). 

Dois membros do grupo subiram até o 7° andar do Edifício Matarazzo e interromperam o discurso de Haddad com uma faixa pedindo moradia. Eles se posicionaram diante da plateia e chamaram a atenção do prefeito.

"Onde vocês estão?", quis saber Haddad. Os manifestantes contaram que ocupam uma área na Rua Parapuã, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. São cerca de 400 famílias morando no local, que tem reintegração de posse marcada para o dia 6 de outubro. "Vocês são bem-vindos", disse o prefeito. Os dois pediram desculpas pela interrupção e foram aplaudidos por quem estava no auditório. 

Organizado pela Frente de Luta por Moradia (FLM), o protesto reúne quatro movimentos: Ocupação Prestes Maia, no Bom Retiro, com 400 famílias; um prédio na Avenida São João, na região central, com 90 famílias; a Ocupação do Hotel Cambridge, também no centro, com 170 famílias; e um quarto, que envolve um grupo de 400 famílias de Parapuã e do Imirim, no bairro de mesmo nome, com 300 famílias. 

A reintegração de posse de quatro locais está prevista para ocorrer nas próximas semanas. O Hotel Cambridge já foi desapropriado pela Prefeitura, mas os moradores pedem que o prédio fique com quem ocupou. A Prefeitura pretende transformar o edifício em moradias populares, que receberiam famílias de acordo com a ordem prevista na fila de habitação.

Em relação à Ocupação Prestes Maia, o prefeito disse que já havia tomado providências para desapropriar o imóvel. "É uma reivindicação história do movimento de moradia. Entramos com ação expropriatória e vou ver o que aconteceu", disse. ​

Queixa. ​Haddad voltou a cobrar a liberação de verba do governo federal para a construção de unidades habitacionais e disse estar preocupado com os cortes anunciados pela presidente Dilma Rousseff no programa Minha Casa Minha Vida 3. "Preocupa​. O movimento de moradia todo ​es​tá acompanhando ​porque​ sabe que pode afetar o cronograma de entrega​", afirmou. 

Segundo Haddad, 28 mil unidades foram entregues ou estão em construção. Outras 14 mil estão licenciadas, ou seja, com terreno comprado e liberação da Prefeitura, mas emperraram há quatro meses por falta de liberação de recurso federal. "Dependemos das definições do orçamento da União. Isso desde 2013. Não é novidade. Temos condição de produzir mais de 55 mil, mas preciso de parceria da União e do Estado".

16 Setembro 2015 | 12h 27

GUSTAVO LOPES E JULIANA DIÓGENES - O ESTADO DE S. PAULO

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