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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

Numa crise sem precedentes nos 30 anos de democracia no Brasil, a presidente enfrenta a combinação de problemas que arriscam convulsionar o país.

.Capa edição 875 (Foto: divulgação)

 Ela é a mulher mais poderosa do Brasil – mas não consegue mandar. Ela é a mulher com nove partidos aliados no Congresso – mas está abandonada. Ela é, afinal, a mulher a quem o Brasil deu mais quatro anos – mas que, com apenas dois meses de segundo mandato, não consegue governar. Acossada pelas consequências políticas, econômicas e sociais dos erros que cometeu nos primeiros quatro anos, Dilma Rousseff está só. A combinação da previsível crise econômica com os imprevisíveis rumos do petrolão manietou definitivamente uma presidente sem aptidão política. As mentiras na campanha, quando disse que não tomaria as medidas econômicas que, felizmente, veio a tomar, ainda estão frescas na memória de muitos brasileiros. Até aliados desistiram de uma Presidência que mal recomeçou. As ameaças de protestos nas ruas são reais – e podem fazer Dilma sentir saudades do panelaço de domingo. Para sair dessa, e poder voltar a governar o Brasil, Dilma terá de mostrar uma inteligência política que nunca revelou. ÉPOCA desta semana explora os múltiplos aspectos de uma crise como o Brasil jamais viu.


Dilma, uma presidente acuada

A presidente Dilma Rousseff não estava muito confortável naquele momento da conversa com líderes de partidos aliados, ao final da tarde da última segunda-feira. Sentada à frente de uma mesa grande, no Palácio do Planalto, Dilma dizia que os protestos ocorridos durante seu pronunciamento de 15 minutos em cadeia de rádio e TV, na noite anterior, haviam sido “uma coisa concentrada em alguns bairros”” de São Paulo, referindo-se a  locais de classe média alta. Acrescentou que, em Brasília, os protestos ocorreram “no Sudoeste e em Águas Claras”, também bairros de classe média. “Em Recife foi só na Aldeota (outro bairro nobre)”, disse. “Aldeota é em Fortaleza, presidenta”, corrigiu o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira. Dilma foi então interrompida por um novato nesses encontros, o senador Omar Aziz, do PSD, ex-governador do Amazonas. “Presidenta, no domingo não vai ser assim...”, disse Aziz. Um novato permitia-se contradizer a presidente da República. Aziz prosseguiu: “Eu queria prestar minha solidariedade à senhora porque envolveram a senhora neste roubo na Petrobras, que é o maior roubo da história do Brasil. É uma vergonha fazerem isso com a senhora”. Constrangida e sem paciência, Dilma admoestou Aziz: “Governador (na verdade, Aziz agora é senador), o senhor está equivocado”.

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