IMLB - Instituto Mãos Limpas Brasil

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NO BRASIL, precisamos urgentemente de um CHOQUE DE MORALIDADE, nos TRÊS PODERES DA REPÚBLICA, vale a pena tentar, participe do Instituto Mãos Limpas Brasil.

Prepare-se advogado de defesa do Estadão.  Nesta semana o jornal se deu ao luxo de fazer um levantamento estatístico dos ataques verbais dirigidos pelos candidatos Aécio e Dilma. Lamento muito, advogado de defesa do Estadão, que o Direito lhe tenha reservado uma missão extremamente ingrata e inglória. Vou propor à direção do jornal que faça um levantamento para medir o índice da mediocridade que está invadindo o jornal. “By the way”, sugiro ao  ilustre advogado a leitura do artigo anexo que fala em “Nação de ignorantes diplomados”. 

Na TV, petista faz campanha mais agressiva

Programa de Dilma usa 26% do tempo com críticas a Aécio, que dedica 19% do horário para os ataques

Na primeira semana de horário eleitoral no 2.º turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi a que mais partiu para o ataque na TV. Consequentemente, o seu adversário, Aécio Neves (PSDB), usou quase o triplo do tempo que ela para se defender. Levantamento feito pelo Estado durante os sete primeiros dias em que os programas foram ao ar constatou que a petista usou 26% do seu tempo para fazer críticas ao tucano. Aécio, por sua vez, destinou 19% para esse fim.

Os programas começaram a ser exibidos na noite do dia 9 de outubro. Como no 2.º turno os candidatos têm direito a tempos iguais na TV - dois blocos de dez minutos -, até a noite do dia 16 haviam sido veiculados 15 programas, num total de cinco horas de programação.

Apesar de historicamente esta fase da eleição se caracterizar por ser mais propositiva, o horário eleitoral deste ano reflete o clima de troca de acusações estabelecido pelos dois candidatos no dia a dia da campanha.

O tema principal escolhido por Dilma para atacar o tucano foi o fato de Aécio ter dito que vai indicar o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga para o Ministério da Fazenda caso seja eleito. As críticas ao economista foram exibidas em trechos de quatro dos 15 programas do PT que foram ao ar na primeira semana. Segundo a propaganda de Dilma, a indicação de Fraga para a Fazenda representa uma das "medidas impopulares" anunciadas por Aécio para combater a crise econômica. A campanha da petista diz que a dívida pública dobrou, a inflação cresceu e a taxa de juros chegou a 45% ao ano na gestão de Fraga no BC.

Em outra linha de frente, a campanha de Dilma dedicou cinco programas para criticar os dois governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Nas duas primeiras propagandas - veiculadas na noite de 9 de outubro e na tarde do dia 10 -, o PT exibiu as declarações do ex-presidente em entrevista na qual ele afirmou que os mais pobres votam no PT por serem "menos informados".

Para se defender dos ataques, Aécio mostrou na TV uma carta enviada por Dilma a FHC, em 2011, quando o tucano completou 8o anos. No texto, a petista faz elogios ao ex-presidente e a algumas medidas tomadas por ele durante seu mandato.

Aécio também partiu para o ataque e centrou fogo em dois temas principais contra a adversária: o suposto esquema de corrupção da Petrobrás e a desaceleração da economia.

Na última quinta-feira, o tucano usou quase metade dos seus dez minutos na TV para atacar Dilma. "Gota a gota, o atual governo vem destruindo a Petrobrás. De escândalo a escândalo, o governo Dilma permitiu que a nossa maior empresa virasse um caso de polícia", dizia o texto. O programa foi produzido antes de o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto em março, ter sido acusado de receber propina do esquema.

Em outros dias, Aécio explorou na TV a alta da inflação. O mote usado pela campanha tucana foi a sugestão do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, para que os brasileiros trocassem a carne, que estaria muito cara, por frango ou ovo.

Apesar de já apontar para o predomínio de uma campanha negativa, o levantamento não inclui as inserções veiculadas durante a programação normal dos canais, também usadas com frequência para desferir ataques de parte a parte.

ISADORA PERON, RICARDO CHAPOLA - O ESTADO DE S.PAULO

19 Outubro 2014 

Estímulo à mediocridade - Nação de ignorantes diplomados 

A quem o MEC pretende enganar dando nota máxima a redações do Enem que não demonstram domínio básico do português, ou dando bolsas no exterior a universitários que não falam um segundo idioma?

O que se esperaria de uma redação nota 10 – ou nota 1.000, no sistema de pontuação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)? No mínimo, um texto bem escrito, articulado, em que o autor demonstra seu domínio do idioma ao não cometer erros (ou, abusando da boa vontade, não cometer erros grosseiros). Mas, a julgar pela correção das redações do último Enem, os critérios de excelência usados por professores em todo o país estão com os dias contados. Entre os textos com nota máxima no exame do Ministério da Educação estão peças com erros de ortografia como “rasoavel”, “enchergar” e “trousse”, revelou o jornal O Globo, que havia solicitado ao MEC exemplos de redações com nota 1.000.

O Guia do Participante do Enem, ao descrever os critérios de correção da competência 1 da redação (domínio da norma padrão do idioma), que vale 200 pontos, afirma que a pontuação máxima é concedida quando “o participante demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. (...) Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal, excluem a redação da pontuação mais alta”. Mesmo assim, textos com erros de concordância também ganharam nota 1.000, como “Essas providências, no entanto, não deve ser expulsão”, “os movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI é (...)” e “o movimento migratório para o Brasil advém de necessidades básicas de alguns cidadãos, e, portanto, deve ser compreendida”.

A justificativa do Inep (órgão do MEC responsável pelo exame) para tal tolerância chega a ofender a inteligência do cidadão comum: os erros teriam de ser relevados porque se trata de “um egresso do ensino médio, ainda em processo de letramento na transição para o nível superior”. Em um sistema educacional minimamente decente, o “processo de letramento” estaria concluído no ensino fundamental, cabendo ao ensino médio apenas o refinamento da forma culta.

Antes esse fosse um caso isolado, mas o mesmo MEC que tolera o “enchergar” e o “rasoavel” em redações com nota máxima também envia para Alemanha, França, Itália e Estados Unidos universitários cadastrados no programa Ciência sem Fronteiras e que não falam alemão, francês, italiano ou inglês. Mesmo sendo incapazes de uma conversação básica no idioma do país onde estudarão, esses brasileiros recebem bolsas, custeadas com dinheiro público, para frequentar cursos que não compreenderão. A descoberta das “redações nota 1.000” mostra que não são apenas as línguas estrangeiras que os universitários desconhecem.

Essas situações revelam que o país vive uma verdadeira cultura da mediocridade. Em vez de incentivar a excelência e a busca pelo melhor desempenho possível, programas governamentais como o Enem e o Ciência sem Fronteiras reduzem cada vez mais seus critérios até que a ignorância se torne aceitável – e, pior ainda, seja recompensada com uma nota máxima em um teste, ou uma bolsa de estudos. Nenhum país que pretenda ser líder em educação, pesquisa e inovação atingirá tal objetivo seguindo uma política de aceitar pacificamente a incapacidade de seus estudantes, justificada com argumentos pífios sobre “processos de letramento” ou remendada com cursos relâmpagos de dois meses que não fazem um universitário conhecer suficientemente um idioma a ponto de entender aulas nessa língua.

A quem estamos enganando? O erro grosseiro de ortografia e concordância que vale nota 1.000 na redação do Enem acabaria com as chances desse mesmo candidato em um processo seletivo para qualquer emprego que exija um mínimo de qualificação. Um bolsista monoglota do Ciência sem Fronteiras terá pouco ou nada a acrescentar ao currículo. É verdade, as metas de estudantes enviados ao exterior ou de vagas preenchidas nas universidades federais usando a nota do Enem serão cumpridas. O MEC poderá exibir orgulhosamente seus índices quantitativos, sempre convenientes em época eleitoral. Enquanto isso, o Brasil vira, pouco a pouco, uma nação de ignorantes diplomados.

http://www.gazetadopovo.com.br/

24/03/2013

2012: fim do mundo ou da mediocridade?

Hoje é o primeiro dia útil de 2012, um ano igual a qualquer ano. A diferença desse ano para os demais é o marketing que ele tem. Teve filme com nome de 2012, tem um monte de profecias de fim mundo só para ele, teve propaganda de banco, teve até um calendário criativo que recebi da Revista Administradores que vai apenas até o dia 21/12 (data que o mundo acaba!).Esse ano deveria ser o fim da nossa mediocridade pessoal e não o fim do mundo. De acordo com o dicionário Houaiss, medíocre é aquilo que é de qualidade média, comum, modesto, pequeno. Será que 2011,2010, 2009, etc não foram anos modestos, comuns, medíocres?

Será que muitas pessoas não fazem a vida ser medíocre?

Sim, eles as pessoas fazem e se conformam com isso. É medíocre o tempo que dedicam para fazer a carreira dar uma guinada, é medíocre o tempo que dedicam para a família, para seus sonhos, para si próprio. É fácil ser medíocre, é fácil estar na média ou se igualar por ela.

Faça 2012 o ano do fim da mediocridade pessoal. Adote uma nova postura, pare de reclamar que não tem tempo, quando na verdade você é preguiçoso para planejar, esquece de todo dia anotar e priorizar o que deve ser feito. Para de ser medíocre nos seus resultados e no seu equilíbrio.

Eu quero um 2012 bem acima da curva, bem longe da linha da mediocridade. Eu vou lançar meu novo livro no primeiro semestre (falta 1 capítulo!), eu vou empreender mais além da Tríade, eu vou ousar mais em coisas que tenho sido comedido, eu vou aumentar em 65% meu patrimônio, eu vou fazer a Tríade bater as metas novamente (parabéns ao time por 2011!), eu vou ajudar mais pessoas a terem mais vida. Eu vou fazer aquilo que a minha mente permitir não aceitar a mediocridade.

Christian Barbosa

2/01/2012

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/senhor-do-seu-tempo/2012/01/02/2012-mediocre/

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