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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

O grupo Estado Islâmico lançou vídeos na internet os quais mostram a decapitação de dois americanos e de um britânico - Foto: Divulgação

Desde o dia 23, as posições do Estado Islâmico (EI) na Síria são bombardeadas por aviões americanos e de aliados árabes. Eles causaram desgastes. Mas o EI não parece minimamente impressionado. Continuou seu avanço e se apoderou da terceira maior cidade curda na Síria, Kobani, na fronteira com a Turquia.

O porta-voz do Exército Sírio Livre, (ESL), Hossan al-Marai, escreveu: "Nenhum bombardeio vencerá a batalha contra o EI. A única solução é armar o ESL e instaurar uma zona de exclusão aérea nas áreas que forem retomadas do EI."

A reconquista desejada pelo presidente americano, Barack Obama, não será uma guerra fácil. À enorme capacidade de resistência dos combatentes do EI soma-se uma circunstância agravante: o EI é um "polvo", que produz novos tentáculos a todo momento.

Como se viu há dez dias, um guia francês foi sordidamente assassinado por jihadistas na Argélia que se autoproclamavam membros do "califado". Também existem filiais em vários países europeus (França, Bélgica, Alemanha, etc,) que encaminham seus jovens fanáticos para os exércitos do EI.

E a longínqua Ásia foi por sua vez contaminada. O EI lançou ali novos tentáculos que algum dia serão mortíferos. Neste momento, 10% dos combatentes do EI provêm do leste da Ásia. Lá, todos os grupos jihadistas ficaram empolgados depois que o "califado" abocanhou uma parte do Iraque e uma parte da Síria.

Nas Filipinas, os membros do grupo Abu Sayyaf capturaram recentemente um casal de alemães e exigiram um resgate milionário. Também exigiram o fim do apoio alemão aos Estados Unidos e advertiram que, caso contrário, um dos alemães seria decapitado. Esta retórica é conhecida: ela também foi usada pelos jihadistas argelinos que dez dias atrás assassinaram um turista francês. Aliás, esse grupo filipino declarou há um mês sua obediência ao Estado Islâmico.

Mesmo Cingapura, a bela cidade-Estado, a cidade virtuosa, a cidade "policial", super higiênica, também foi tocada pelo "mal". O vice-premiê de Cingapura lançou um grito de alarme.

O mesmo vale para a Malásia. A polícia está em pé de guerra. Os malaios que partiram para a Síria já somam muitas centenas. O polvo do Estado Islâmico multiplica seus tentáculos, ainda mais porque os muçulmanos malaios são sunitas, como os homens do "califado" sírio-iraquiano.

Mas é principalmente para a Indonésia que os olhares se voltam - para o maior país muçulmano do mundo (204 milhões). O Estado Islâmico já se estabeleceu neste país imenso. O chefe religioso indonésio Abu Bakar Baashir, do fundo de sua prisão em Jacarta, já prestou solenemente obediência ao "califado". É difícil acompanhar as circunvoluções dos tentáculos desse "polvo" nesses países, pois os grupos surgem, desaparecem, se fundem, racham. Mas, de agora em diante, é o Estado Islâmico que fascina.

Um outro chefe religioso, Aman Aburraman, que também está preso, acaba de fundar o Al-Mujahiroun, cujo programa é o seguinte: estabelecer um Estado islâmico no extremo leste da Ásia.

Convém acrescentar que em todos esses países, e também na Tailândia, numerosas mesquitas e universidades islâmicas dispõem de religiosos ou professores "de choque" que inflamam as multidões com a evocação do "califado" original, retornado subitamente das sombras onde vivia silenciosamente há mil anos. 

TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

GILLES LAPOUGE É CORRESPONDENTE DO ESTADÃO EM PARIS DESDE A DÉCADA DE 50 

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