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Guarda florestal mostra planta de maconha em plantação encontrada no Parque Nacional de Cascad (Foto: REUTERS/David Snyder/Handout via Reuters)

Guarda florestal mostra folha de maconha em parque
nos EUA: consumo diário na adolescência aumenta
risco de suicídio (Foto: REUTERS/David Snyder/
Handout via Reuters)

 

Nota do Psicanalista Social 

 

A liberação ou legalização do uso da maconha vai obviamente aumentar o seu consumo. À diferença do tabaco, a maconha é uma erva medicinal que está sendo recomendada por muitos médicos nos EUA já tendo sido comprovado o alívio que proporciona inclusive para pacientes vitimados pelo câncer. No que diz respeito aos traficantes, o consumo de outras drogas mais pesadas será incentivado pelo uso da maconha, pois uma parte de seus usuários migra para outras drogas. Conclusão: não existe solução para o problema do consumo e tráfico de drogas. Mas este é apenas um exemplo de problemas sociais sem solução nesta fase regressiva da história da humanidade. 

 

Consumo diário de maconha coloca em risco saúde e bem-estar

Adolescentes que usam maconha diariamente tem mais risco de suicídio.
Eles também são 8 vezes mais propensos a usar outras drogas ilícitas.

 
 

Os adolescentes que usam maconha diariamente correm um risco maior de se tornarem dependentes de drogas, cometer suicídio ou experimentar outras drogas e são menos propensos a ter sucesso em seus estudos do que aqueles que a evitam, anunciaram pesquisadores australianos nesta quarta-feira (10).

 

Em uma análise de estudos sobre a cannabis, os cientistas afirmaram que esses efeitos de longo prazo sobre a saúde e a vida são importantes, uma vez que vários países estão planejando afrouxar a legislação sobre o uso da planta.

 

A cannabis é a droga ilícita mais consumida em todo o mundo, apesar de haver uma tendência para sua descriminalização em alguns países.

 

"Nossas descobertas são particularmente oportunas, dado que vários estados dos EUA e países da América Latina têm feito movimentos para descriminalizar ou legalizar a cannabis, levantando a possibilidade de a droga se tornar mais acessível para os jovens", disse Richard Mattick, professor do Centro Nacional de Pesquisa sobre Drogas e Álcool da Universidade de New South Wales, na Austrália, que co-liderou o estudo.

Usando dados de três estudos amplos e de longa duração, os pesquisadores descobriram que as pessoas que começam a fumar maconha diariamente antes dos 17 anos têm uma probabilidade 60% menor de concluir o ensino médio ou obter um diploma universitário.

A análise cruzada também indicou que os os que usam diariamente maconha durante a adolescência são 7 vezes mais propensos a tentar o suicídio, tem 18 vezes mais risco de dependência da substância, e são 8 vezes mais propensos a usar outras drogas ilícitas na vida adulta.

 

"Os formuladores de políticas precisam estar cientes de que o uso precoce de cannabis está associado a uma série de resultados negativos para os jovens adultos que afetam sua saúde, bem-estar, e também suas realizações", disse Edmund Silins, também do Centro Nacional de Pesquisa sobre Drogas e Álcool, que apresentou os resultados em uma coletiva de imprensa

 

Ligações Claras e consistentes


Dados recentes mostram que os jovens em alguns países estão começando a usar maconha mais cedo do que antes e que mais adolescentes estão fazendo uso pesado de maconha.

Nos Estados Unidos, cerca de 7% dos estudantes no último ano do ensino médio usam diariamente ou quase diariamente maconha, enquanto na Inglaterra, 4% dos jovens de 11 a 15 anos informou ter usado maconha no mês passado.

 

Na Austrália, cerca de 1% dos jovens de 14 a 19 anos de idade são usuários diários da droga, enquanto 4% fuma semanalmente.

 

Silins disse que quaisquer mudanças na legislação sobre a cannabis devem ser avaliadas cuidadosamente para garantir que elas vão ajudar a reduzir o consumo de maconha na adolescência e prevenir seus efeitos potencialmente adversos.

 

O estudo, publicado na revista "Lancet Psychiatry", analisou dados de até 3.765 participantes consumidores de maconha com relação a sete efeitos no desenvolvimento até a idade de 30 anos.

 

Esses fatores incluíram a conclusão do ensino médio, a obtenção de um diploma universitário, dependência da cannabis, o uso de outras drogas ilícitas, tentativas de suicídio, depressão e o bem-estar.

 

Constataram-se associações claras e consistentes entre frequência do consumo de cannabis durante a adolescência e os resultados na maioria dos jovens adultos investigados, mesmo após o controle de potenciais fatores de interferência como idade, sexo, etnia, nível socioeconômico, uso de outras drogas e doenças mentais.

 

Reuters

09/09/2014 22h01 - G1

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