IMLB - Instituto Mãos Limpas Brasil

Missão: Ser a Entidade mais ética da História do Brasil

Diretor de Redação

Mtnos Calil

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NO BRASIL, um motorista do Senado, ganha mais para dirigir um automóvel, do que um Oficial da Marinha, para comandar uma fragata!

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O fato de existirem alguns loucos escravocratas que querem fazer uso da herança maldita do PT para acelerar o processo regressivo em marcha no Brasil, como já está ocorrendo no mundo, não significa que eles vão conseguir fazer o que quiserem. Um destes loucos é o Presidente da Confederação Nacional da Industria que chegou a pensar numa jornada de trabalho de 80  horas. Se o Governo Francês está pensando em  ampliar a jornada semanal para 60 horas,  o Brasil, poderia implantar a jornada de 80 horas....

Se o maior problema da economia brasileira é o desemprego, como o próprio Governo Temer tem insistindo em declarar, afirmando que a economia só pode voltar a crescer se as empresas voltarem a contratar, como é que o aumento da jornada de trabalho resolveria o problema? Esse aumento da jornada de trabalho poderia, ao contrário, agravar o desemprego pela razão óbvia de que o mesmo trabalhador produzirá mais pelo mesmo custo – e isso sem falar no fato de que este custo provocado pela lei trabalhista em vigor será reduzido face a algumas mudanças inevitáveis a serem implantadas na reforma da CLT. Tanto a previdência com as leis trabalhistas serão reformadas. O que está em discussão é apenas o limite destas reformas.

O título da matéria divulgada pelo Jornal do Brasil, tendo por foco a  entrevista feita pela Folha de São Paulo com o ex-Senador, é enganador pelo seguinte: o entrevistado não estava pensando em guerra civil alguma. Foi o repórter da FSP que fez essa pergunta:

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“Alguns falam num cenário futuro de guerra civil. O sr. exclui essa possibilidade?”

O ex-senador italiano respondeu assim: 

‘Longinquamente não excluo”

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A pergunta pecou pela falta de precisão. Afinal que futuro é esse  imaginado pelo jornalista? 2, 4 ,5,  10 anos?

E o entrevistado respondeu com a mesma imprecisão, usando o advérbio “longinquamente”.

Qual seria o prazo mínimo para justificar esse advérbio? 10 anos?

O objetivo da pergunta é simples de entender: a mídia precisa de manchetes de impacto, porque ela é refém da audiência. Ao mesmo tempo que a mídia é manipuladora, ela é submissa aos caprichos dos humanóides que adoram o sensacionalismo, os escândalos, as bizarrices, a violência em todas as suas formas de manifestação, etc.

Enfim, a mídia faz o que for necessário para “conquistar seus consumidores” de forma semelhante ao que fazem as indústrias que criam embalagens artísticas para atrair o “instinto do adorno”. É claro que uma embalagem bonita vende mais que uma embalagem feia para o mesmo produto. O problema é que a embalagem bonita custa MUITO mais  que  embalagem feia. (atenção, please: os humanoides não podem ser considerados culpados por suas paixões doentias porque sequer tem consciência delas, já que as mesmas são provocadas por forças instintivas que são muito superiores à chamada “Razão”; caberia aos donos do poder despertar a consciência da humanidade para tais paixões o que eles ganhariam em troca? Nada, porque uma estratégia muito eficaz para se manter no poder é manipular as emoções humanas.

Para haver guerra civil no Brasil, seriam necessárias uma destas duas condições:

a) O povo estar armado

b) Haver um racha nas FFAA

Qual é a probabilidade de uma destas condições se concretizar? 1%?

Outra invencionice da matéria, desta feita foi exclusiva do entrevistado quando declarou:

“Este governo quer ficar 20 anos. É evidente que não quer eleições. Fará de tudo para ficar”

Temer ficar 20 anos poder? Ou o Meirelles? As FFAA apoiariam esse golpe? É óbvio que não. Nunca na história do Brasil as FFAA estiveram tão distantes da política.  A função política  das FFAA acabou com a morte do comunismo. (golpe parlamentar de 20 anos ainda não foi inventado).

O que vai acontecer no Brasil no “futuro” é o que já está acontecendo no “presente”: o caos. Caos na saúde, caos na segurança pública, caos na educação, caos na política, etc. etc. ao lado de uma crise econômica permanente porque o país não tem – nem terá – o dinheiro necessário para sair do buraco. Talvez o agravamento da crise obrigue os nossos credores a negociaram a dívida pública que poderá acabar com o mercado interno, o que não interessa nem para os credores.

Um dos elementos chaves do caos é a divisão do país em duas partes bem distintas – uma parte de assalariados que garantem as receitas de bilhões de reais para o Mercado e para o Estado.

Qual é a parte do PT no retrocesso de nossa economia?  50%? Talvez nem chegue  isso. Portanto, vamos deixar de lado o moribundo PT para dar a devida atenção ao insignificante Temer cujo potencial máximo de desenvolvimento político era, quando membro de nosso congresso corrompido, ser um líder de políticos medíocres e aliado de aventureiros como Eduardo Cunha.

O futuro do Brasil dependerá do futuro da humanidade. Enquanto a humanidade prosseguir na sua marcha em direção ao abismo, conduzida pelos psicopatas do poder, sobreviveremos no caos. Como a ordem nasce do caos, é possível que os loucos do poder mundial coloquem ordem em suas mentes insanas e medíocres. Porém hoje não vemos nenhum sinal desta possivel cura. Pelo contrário: está aí a Coréia do Norte  com seus testes nucleares que podem reproduzir a crise dos foguetes de Cuba do início da década de 60 e que não nos levou à 3ª. guerra mundial porque os governantes dos EUA e da URSS – Kennedy e Kruschev eram conciliadores. Imagine um Trump no lugar do Kennedy. Dá pra imaginar?  

Quanto à dicotomia capitalismo-comunismo (ou socialismo), ela só subsiste na cabeça das pessoas dominadas por ideologias de esquerda e de direita.

O capitalismo está vivendo a maior crise desde que nasceu. Ela é muitíssimo mais grave que a crise de 29, que foi resolvida com guerras.

Agora o capitalismo para sobreviver terá que se civilizar. A civilização do capitalismo não implica acabar com a pobreza do mundo, mas apenas reduzi-la. Mas agora a pobreza  está crescendo.

Será que a solução vem da China? Se o capitalismo americano, o mais poderoso do planeta que não está conseguindo nem resolver seus problemas internos, sendo o maior deles a queda do poder aquisitivo da população, associada à desindustrialização e à concentração absurda da renda, porque a solução viria da China?

Mtnos Calil

Ps. Mesmo que o mundo acabe, enquanto estivermos vivos podemos manter, egoisticamente, o nosso bom humor e até usufruir de algumas maravilhas que a vida e a natureza ainda nos oferecem.

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Ex-senador italiano prevê mais protestos e não exclui guerra civil no Brasil

"Sindicatos vão se unir na luta contra ofensiva de patronato escravocrata", diz José Luiz Del Roio

Autor, Jornal do Brasil, conteúdo da FSP
09/09

O ex-senador italiano José Luiz Del Roio, autor de “A história de um dia: 1º de Maio”, destacou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que as propostas do presidente Michel Temer são anti-histórias, embutem violência social e forçarão a união das centrais sindicais para combatê-las. 

Del Roio destaca que a mobilização contra Temer será muito forte. Ele avalia o grupo no poder tem pouco tempo, não quer eleições e virá como um trator. "Trator que vai se encontrar com as praças, as ruas e as greves", afirma.

Del Roio é um ativista político, e reuniu seis centrais sindicais para a reedição, agora em setembro, de seu livro "Primeiro de Maio, sua Origem, seu Significado, suas Lutas"

Entrevista da 'Folha' com José Luiz Del Roio

>> Veja a entrevista na íntegra

Veja as principais declarações de José Luiz Del Roio na entrevista:

"Aumentou a exploração. A tecnologia tende a isolar os trabalhadores. E agora estamos com uma velha batalha de quando acabou a ditadura: a questão da jornada de trabalho." "A desculpa é sempre a mesma. É a desculpa que já davam em 1886: não pode porque o lucro do patrão cai a um ponto tal que ele fecha tudo. É a mesma desculpa que era usada no Império: acabar com a escravidão seria o fim da lavoura no Brasil."

"Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria, falou em chegar a 80 horas. É a mesma coisa que dizer que tem que voltar a escravidão. Um pouco pior. Porque na escravidão o escravo era um instrumento de trabalho e o patrão tinha que dar de comer para ele, se não perdia o dinheiro."

"Não existe possibilidade que uma central sindical possa aprovar uma PEC 241 ou a destruição da CLT."

"Se se propõe o bloqueio de todo o investimento social, está se propondo o canibalismo. É uma irracionalidade, uma violência social, uma crueldade, um desmanchar a esperança de um povo de forma violenta."

"É demais a violência da oligarquia escravocrata brasileira."

Sobre a unificação das centrais sindicais

"Eles têm um inimigo que é feroz demais. Eles têm que lutar contra. Eles vão se unificar na luta contra essa ofensiva de um patronato escravocrata. Não é um patrão moderno. Nunca rompemos de verdade com o escravismo no Brasil. As relações de trabalho foram escravistas durante 350 anos e não houve uma ruptura como nos EUA. Para a maioria dos descentes dos escravos continua havendo discriminação. Isso marcou sempre as relações de trabalho no Brasil. A chamada hoje Polícia Militar, tão violenta, nasce já na colônia para reprimir escravos, negros. Há uma linha de continuidade, não tem ruptura, ela continua reprimindo negros."

Enfrentamento

"É a questão de sobrevivência. Central que não fizer isso não sobreviverá. Porque a mobilização será muito forte. Esse governo quer ficar 20 anos no poder. É evidente que não quer eleições; fará de tudo para ficar. O tempo legal que ele tem é muito pequeno: dois anos. Não dá para fazer tudo isso. Para fazer tudo, tem que vir com um trator. Trator que vai se encontrar com as praças, as ruas e as greves."

Governo Temer

"Vai ser instável pelo conjunto de forças que deram o golpe, que são contraditórias e ávidas. Querem privatizações, Estado mínimo e aumento da mais valia. Há uma brutal concentração de riqueza no mundo, o tal 1%, que na verdade é 0,1%. O governo Temer vai ajudar o 0,1%, vai dar muito milho para o pato. Muita gente vai querer ganhar algum milhinho, e não tem milho para todo mundo. Haverá divisão. Alguns vão querer a privatização de tudo; outros, não. Surgirão contradições no grupo, que não é estabilizado e que é muito envelhecido."

"Esse governo não tem projeto, a não ser a exploração violenta de seu próprio povo. São muito atrasados na análise mundial. Pensam que estão na época da guerra fria, do pujante desenvolvimento do capitalismo ocidental. Mas esse modelo está com um problema insolúvel e teórico: a taxa de lucro do capitalismo é decrescente há mais de 10 anos. Não adianta ampliar a exploração da mão de obra que isso não se inverte. É preciso mais ciência sem fronteira O inverso do que está sendo feito. Isso vai nos levar à barbárie, pois é o contraposto do que tem que ser feito. É anti-histórico."

"Esse governo não sabe o que é nação. Não sabe onde está no mundo. Está muito preocupado com suas igrejinhas, quanto eu vou ganhar, como eu escapo de ser processado. Onde estão os projetos? A questão nacional é fundamental para todos."

Guerra civil

"Longinquamente, não excluo. No bem ou no mal, com grandes infâmias e grandes lances patrióticos, as Forças Armadas têm um projeto nacional. Podemos discuti-lo, mas está escrito, foi feito no governo Lula. Até quando essa força vai suportar a destruição do Estado brasileiro e da sociedade? Queremos crescer e ser povo feliz, mas a as contradições que essa classe dominante tem abraçado pode levar a esse tipo de coisa."

"Estou preocupado com a crise objetiva econômica do país, resultante da crise internacional e da crise política. Estou preocupado com a falta de visão total desse governo, com a sede de vingança social contra o povo. Como eles estão fora da história e do quadro internacional, eles não têm condições de recolocar esse país minimamente no caminho do desenvolvimento e do equilíbrio social. Suas contradições internas são fortes. Não é um governo com um projeto como o dos militares. Esse governo não tem força nem projeto. É muito a curto prazo e não vai resolver os problemas da energia, da indústria, da tecnologia, das relações internacionais, de como tratar a população, a sociedade civil. Esse governo que não dura."

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