IMLB - Instituto Mãos Limpas Brasil

Missão: Ser a Entidade mais ética da História do Brasil

Diretor de Redação

Mtnos Calil

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NO BRASIL, o INSS, paga a um médico por uma CIRURGIA CARDÍACA COM ABERTURA DE PEITO, a importância de R$ 70,00, o que equivale ao que uma diarista cobra, para fazer faxina num apartamento de dois quartos.

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É o que o diz Fábio de Oliveira Ribeiro em sua “crônica de ficção política” reproduzida abaixo.   Imagino, porém, outros desfechos dos previstos pelo nosso cronista. 

Ocorre, como o próprio autor explica, que  os EUA não tiveram nenhuma participação no “golpe de 2016” (a não ser, é claro torcer pela queda da Dilma).

Outra diferença entre 2016 e 1964 é que a vítima do golpe está sendo muito contemporizadora admitindo explicitamente sair do Governo se o povo desejar, convocando novas eleições e dando assim uma resposta democrática a um golpe civil.

Além disso, a crise política, social e econômica de 2016 é muito mais grave que a dos anos 60.

A melhor época da minha vida, do ponto de vista financeiro, foi a década de 70, (primeira depois do golpe militar) enquanto que a década de 20 do século XXI, (primeira depois do golpe civil) será tenebrosa.

Na década de 70, “adivinhei” a morte próxima do comunismo, abandonei a militância política  e resolvi casar e ter filhos, o que não faria hoje nem que Deus mandasse.

Sinceramente não consigo entender porque tantos pobres têm tantos filhos. A única explicação lógica que vislumbro para essa reprodução em massa é o prazer sexual não controlado devidamente.  É o instinto sobrepujando a razão. No caso das mães a causa da “proliferação humanoide” seria muito mais o “instinto maternal” do que o prazer sexual. Instinto cuja função era garantir a sobrevivência da espécie mas que passou a atuar no sentido contrário ao que Deus lhe outorgou.

As religiões que condenam o prazer sexual também contribuíram para a reprodução descontrolada de nossa espécie.

Até os anos 70 vivíamos ainda algumas benesses herdadas do pós-guerra e o sistema econômico capitalista ainda não estava no sufoco.

O comunismo morreu e essa morte ao invés de oxigenar o capitalismo, agravou sua “doença sistêmica” que segundo alguns já se encontra numa fase terminal.  

A super-população agravou ainda mais a crise, a ponto de, segundo dizem, um cientista ter criado o vírus da Aids para reduzir o número de humanoides. Mas como essa estratégia não vingou, só restaram “ as armas de  destruição em massa” (que o Bush inventou para justificar a invasão do Iraque), já que uma 3ª. guerra mundial e atômica não seria um bom negócio nem para o George Soros nem para o Banco Itaú nem para os franceses do Carrefour que estão investindo muito no mercado brasileiro, que continuará com uma parte de sua população fazendo compras em supermercados e nos “atacarejos”- o Carrefour está fazendo uma belíssima reforma no Atacadão da M’Boi Mirim, localizado na periferia de São Paulo. Vamos ver se depois desta reforma diminui pelo menos o tamanho da fila dos idosos, que eu costumo frequentar.

Enquanto isso o Brasil atravessa a maior crise política, social e econômica de sua história e sem solução à vista, por 3 razões básicas:

a) Existe uma crise econômica mundial que nem a China nem a Rússia  pós-comunistas e protagonistas do moribundo Brics vão conseguir resolver.

b) O Brasil não possui uma zelite capaz de bem governá-lo ( nessa altura, mesmo que existisse essa zelite, o resultado da sua governança seria duvidoso face à desordenada globalização em curso ).

c) A corrente dos militares “ultranacionalistas” citados na crônica  já se aposentou, não nos permitindo reviver os dourados anos 70.

Mtnos Calil

Mentor da TBHR – Teoria do bom humor radical, segundo a qual a melhor maneira de morrer é dormindo ou sorrindo.

Ps. Quanto ao combate à corrupção no Brasil, a novidade é que mudamos de alvo. Será que a classe média vai manifestar o mesmo ódio aos membros do novo alvo que manifestou contra o Lula et caterva?  Ou a caterva dos  temerários tucanos e peemedebistas merece mais condescendência por ser menos avacalhada? Não, o que distingue um ódio do outro não é a avacalhação e sim a ideologia. A IDEOLOGIA TEM A FUNÇÃO AINDA POUCO ESTUDADA DE ALIMENTAR O ÓDIO. O demônio foi criado para sublimar o nosso ódio intraespecífico. Ao invés de voltarmos o nosso ódio para os nossos colegas de espécie, o direcionamos para uma figura imaginária. Mas esse truque ideológico também não deu certo, como está revelando o massacre de crianças na Siria e em outras plagas deste mundo governado pelo Diabo que mantém a classe política sob seu comando.

 

Castelo Branco e Michel Temer, vidas paralelas, por Fábio de Oliveira Ribeiro

 25/08/2016 

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Jornal GGN

Castelo Branco era, em 1964, o militar mais respeitado no Brasil. Apesar de participar discretamente da conspiração para encerrar o ciclo democrático iniciado em 1946, ele não se comprometeu publicamente com o golpe de estado. De fato, após a a presidência do Brasil ser declarada vaga, Castelo Branco surgiu em trajes civis como uma liderança de consenso para comandar o novo regime.

Todavia, desde 1962 Castelo Branco vinha sendo cortejado pelo adido militar da Embaixada dos EUA. Os documentos e gravações oficiais do governo Lyndon Johnson liberados revelam que o marechal era considerado o substituto de João Goulart desejado pela Casa Branca se o golpe articulado por Abraham Lincoln Gordon  vingasse. O golpe vingou e Castelo Branco foi o grande beneficiário da quartelada comandada pelo General Mourão.

Segundo Luiz Alberto Moniz Bandeira (Presença dos Estados Unidos no Brasil), o governo Castelo Branco se caracterizou por uma aproximação exagerada entre o Brasil e os EUA. No princípio da ditadura militar agentes governamentais norte-americanos circulavam livremente pelos Ministérios e influenciavam as políticas públicas que seriam adotadas pelo nosso país. Castelo Branco também é censurado porque adquiriu o costume desagradável de discutir questões sensíveis e até sigilosas com seus amigos da embaixada dos EUA. A morte dele colocou um fim neste ciclo de submissão incondicional ao império norte-americano.

Como Castelo Branco, Michel Temer também se aproximou da Embaixada dos EUA antes de dar o golpe de 2016. Ao aderir ao neoliberalismo, ele também deve ter sido considerado o líder natural do regime que seria implantado após a derrubada de Dilma Rousseff. A dupla Eduardo Cunha/Aécio Neves agiram exatamente como o General Mourão. Enquanto ambos atacavam frontalmente o PT e a presidenta legítima do país, Temer ficou nas sombras como Castelo Branco preparando-se para emergir no momento adequado.

Os EUA reconheceram imediatamente a legitimidade do golpe de 1964. O golpe de 2016 parece não estar dirigido por Barack Obama. Ele não telefonou para Michel Temer felicitando-o por ter chegado ao poder. Antes da votação do Impedimento fraudulento pelo Senado, Obama transferiu a Embaixadora que se aproximou de Michel Temer. Não só isto, até o presente momento o presidente dos EUA se recusou a endossar publicamente o afastamento de Dilma Rousseff, ele sequer compareceu à abertura das Olimpíadas. Além disto, a crítica parlamentar e jornalística ao golpe de 2016 está se tornando um fato consumado nos EUA. Tudo isto sugere que o assalto ao poder no Brasil não foi necessariamente desejado ou tramado pela Casa Branca como em 1964.

Após o golpe de 1964 o General Mourão foi esquecido. Michel Temer não pode esquecer a Eduardo Cunha e Aécio Neves. O primeiro comanda informalmente quase a metade da Câmara dos Deputados e, ao que tudo indica, parece estar em condições de chantagear o presidente interino. Aécio Neves é presidente do PSDB e senador por Minas Gerais. O voto dele no Senado pode ser decisivo para sacramentar a queda de Dilma Rousseff. As manobras de Gilmar Mendes para salvar seu protegido no senado certamente contam com a aprovação do interino.

A morte acidental prematura de Castelo Branco interrompeu as relações promiscuas entre o Brasil e os EUA. Michel parece temer um fim semelhante ao de seu duplo. O interino tem se distanciado de tudo e de todos. Ele prefere ficar em segurança no Palácio do Planalto, sempre cercado dos soldados em que pode confiar. Castelo Branco sabia que não podia dar confiança para os militares ultranacionalistas, mas ele não foi capaz de impedi-los de chegar ao poder em 1968.

Consolidado o golpe, os temores do interino não irão se dissipar. Muito pelo contrário, o mais provável é que Michel Temer se torne extremamente paranoico. O problema do Brasil pós-Dilma é, portanto, evidente. Governantes que alimentam o temor de morrer como seus duplos históricos raramente conseguem agir de maneira racional, tolerante e moderada.

Michel Temer é, sem dúvida alguma, um clone civil de Castelo Branco. Mas ao contrário do seu duplo, Temer não governará com autoconfiança, nem inspirará esperança na população. Assim que for definitivamente entronizado, o vice de Dilma Rousseff começará a ver inimigos nas sombras e a perseguir quem ousar desaprovar as decisões presidenciais. A menor crítica será considerada um prenúncio de conspiração política ou sedição terrorista. Qualquer desobediência será interpretada como um ato de rebelião intolerável. Sob o temeroso Michel, o Estado rapidamente se transformará numa máquina implacável de repressão política. O Direito Penal do inimigo será deixado de lado, pois o inimigo não pode ter direito algum.

Ao votar em favor do Impedimento, os senadores não estarão apenas condenando Dilma Rousseff mediante fraude. Eles condenarão o Brasil a se transformar numa tirania repressiva comandada por um homem dominado pelo medo da morte violenta. A conta terá que ser paga pelos eleitores, pelos filhos e netos dos senadores que levarem Michel Temer ao poder. Se é isto que eles desejam, assim seja. Eu não lamentarei as desgraças que os senadores causarão às suas próprias famílias.

Castelo Branco pode ter morrido porque resistiu à ala militar que desejava reprimir com mais rigor os brasileiros que exigiam a imediata redemocratização do Brasil. Michel Temer será o instrumento da repressão em escala industrial que vários comandantes militares não desejam. Eles são duplos históricos sim, mas operam em sentidos opostos. A história é quase sempre paradoxal. Em 1964 o mundo estava mergulhado na Guerra Fria e tolerou a tirania brasileira. Em 2016 o mundo anseia pela democracia que está chegando ao fim no Brasil isto se o próprio Brasil não chegar ao fim ao se fragmentar.

Procurador admite que Lava Jato foi usada para derrubar Dilma

Jornal GGN

- Sob anonimato, um procurador da Operação Lava Jato disse à jornalista Natuza Nery, responsável pelo Painel da Folha desta quarta (24), que o sentimento comum na força-tarefa hoje é de que eles foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff e, agora que o impeachment está quase consolidado, estão sendo descartados. "Éramos lindos até o impeachment ser irreversível. Agora que já nos usaram, dizem chega”, disse o procurador.

Conforme o GGN mostrou semanas atrás, a Lava Jato bateu recorde de aparecimento nas manchetes de jornais durante o mês de março de 2016, criando o clima favorável ao impeachment de Dilma Rousseff na Câmara. Mais de um terço das capas da Folha foram dedicadas à operação e a outras investigações contra Lula. O próprio Datafolha nunca usou as pedaladas fiscais para questionar à população se Dilma merecia o impeachment. A pergunta feita era se as "revelações" da Lava Jato deveriam render o seu afastamento.

A fala do procurador ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes reagir ao vazamento de suposta delação da OAS citando Dias Toffoli, membro da Corte, apenas para criar constrangimentos. Segundo a colunista, "o Estado-maior da Lava Jato é unânime: o avanço das investigações sobre setores do Judiciário pode acabar se transformando em um freio na operação."

Após o episódio, Gilmar deu uma série de entrevistas sinalizando que a Lava Jato está se comportando como um grupo de "heróis" sem limites e que deveria, ao invés disso, "calçar as sandálias da humildade". O ministro também disparou contra uma das propostas defendida pelos membros da operação no Congresso, que trata da permissão de usar provas obtidas de maneira irregular, desde que de boa-fé. Chegou a dizer que isso é coisa de "cretino".

Com a reação do ministro do STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot veio à tona defender a Lava Jato do vazamento. Disse que a responsabilidade pelo factóide entregue à Veja era dos advogados da OAS, que estariam fazendo pressão para fechar a delação de Leo Pinheiro. Ele também afirmou que não existe nenhuma menção a Toffoli no depoimento. O PGR usou esse argumento para suspender as negociações. 

Histórico de abusos

A suspensão e a pressão do Supremo para isso são atitudes inéditas na Lava Jato. Não é como se a operação já não tivesse se envolvido em episódios polêmicos que colocaram em xeque os limites de sua atuação.

A título de exemplo, no caso do vazamento de um grampo presidencial, por exemplo, o máximo que ocorreu foi o juiz federal Sergio Moro pedir desculpas a Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Dilma Rousseff, que foi derrubada na Câmara dias após esse vazamento, aponta que esse tipo de vazamento "é crime em qualquer lugar do mundo".

Além disso, foram mais de 13 delações vazadas para a imprensa, sem nenhuma reação. O que levanta a pergunta: por que após dois anos e meio de Lava Jato, só agora Janot quer findar um acordo de cooperação por causa de um vazamento?

Hoje, o GGN aponta em artigo de Luis Nassif que a suspensão da delação da OAS é um "empate vitorioso" entre Gilmar e Janot, com um importante desdobramento sobre a classe política: deve livrar a cara de José Serra e Aécio Neves (PSDB) - além de alguns outros - que, como já se sabia, eram citados por Léo Pinheiro na delação.

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