IMLB - Instituto Mãos Limpas Brasil

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Mtnos Calil

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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

De fato, a realização das Olimpiadas no Brasil está demonstrando de forma brilhante todo o potencial desta Nação cujas potencialidades foram esmagadas por nossos (des) governantes da esquerda petista e da direita malufista e das correntes que navegam entre estes dois extremos.

 O Brasil poderia ser uma nova referência mundial nesta era pós-comunista em que o capitalismo está se auto-destruindo através da desindustrialização de uma grande parte das nações desenvolvidas. O mundo nas mãos de oligarcas financeiros não pode se sustentar por muito tempo. O sistema político e econômico mundial precisa de uma profunda reforma para a qual os políticos contemporâneos não têm a mínima competência, além de serem subalternos das grandes corporações.

A China emerge como a nova potência do capitalismo mas nada está fazendo para mudar ou melhorar o sistema. Pelo contrário: estimulou a vinda de capitais estrangeiros oferecendo mão de obra barata e provocando o empobrecimento de boa parte dos trabalhadores dos Estados Unidos. Se o Brasil tivesse feito o mesmo, certamente teria sucesso, visto que a redução dos custos é um dos dogmas sagrados da economia vigente. Para fazer do seu magnifico e incontestável espirito criativo um alicerce para as mudanças que o mundo precisa, os brasileiros teriam que  formar um “think tank” constituído por seus melhores pensadores (de diferentes correntes ideológicas) e por administradores da coisa pública interessados em acabar com a burocracia estatal, um mal que aflige praticamente todos os Estados existentes no planeta. (a ineficácia da administração pública não é privilégio do Brasil, pois o que fizemos foi apenas importar os modelos adotados por outras nações.

Será que depois das olímpiadas Rio 2016, o povo voltará às ruas para exigir dos políticos que façam, por exemplo a reforma política?

Vamos aguardar para ver o que vai acontecer depois das olimpíadas e depois do afastamento definitivo de Dilma Roussef.

Veja a seguir os depoimentos de Edson Campos e Leandro Karnal.

Mtnos Calil   

Ps. Houve uma interessante coincidência envolvendo estes dois comentaristas políticos: ocorre que o sr. Edson mora em Recife, onde criou o Parque dos Coqueiros, na praia de Boa Viagem e o sr. Karnal, que nasceu no extremo sul do país ( São Leopoldo, RS) fez esse comentário sobre o Galo da Madrugada:

“Talvez tenhamos nos esquecido do resto do Brasil, como o maior bloco de carnaval do País, que é de frevo, o Galo da Madrugada”

                                                                                                                            

Edson Campos E Silva, no Blog Causos e Fatos 

Assisti a abertura e os comentários da imprensa sul americana, norte americana, europeia e de algumas pessoas sobre o espetáculo que foi mostrado para o mundo durante a ceremônia de abertura das olimpíadas que envolveu os principais problemas mundiais. Todos de maneira geral foram muito positivos. Dois porém me chamaram a atenção: Primeiro que o Brasil tinha conseguido com um custo muito inferior ao das demais olimpíadas no mundo, comover a todos. Segundo: Que o Maracanã tinha fechado as portas por uma noite para os problemas de corrupação política que por anos é o assunto diario da imprensa. Na minha opinião se o portão estava fechado para o mal da corrupção, o Temer deve ter pulado o muro pois ao falar recebeu uma tremenda vaia que lembrou novamente nossa corrupção. 

Edson Campos E Silva

Idealizador do Parque dos Coqueiros de Boa Viagem

Blog Causos e Fatos
E-mail
edsoncamposesilva@globo.com
(81) 9972-1110, 3465-2535

Leandro Karnal, no Estadão:   Uma virada na expectativa

Em primeiro lugar, a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio foi surpreendente. O Brasil estava com um pouquinho de derrotismo generalizado e eu estava com medo, mas acho que o espetáculo foi cenograficamente muito bom. Juntamos o tecnológico e o humano, com momentos de emoção, como a execução do Hino Nacional, remetendo um pouco à emoção de uma Fafá cantando no dia 21 de abril de 1985 quando da morte de Tancredo Neves.

Nós temos uma maneira de explicar o Brasil, que é uma maneira inventada pelo alemão Von Martius há quase duzentos anos durante o período da regência. Essa maneira explica o País através de uma tríplice contribuição – a negra, a indígena e a europeia.

Momentos como o voo do 14 Bis e a celebração da genialidade de Santos Dumont, o desfile da Gisele Bündchen como Garota de Ipanema, tudo foi muito bom, mas tudo isso celebrando o Rio de Janeiro. Talvez tenhamos nos esquecido do resto do Brasil, como o maior bloco de carnaval do País, que é de frevo, o Galo da Madrugada. Mas a abertura foi muito bonita.

Achei interessante a forma como contamos quem somos nós, a afirmação de nossa identidade celebrando os Jogos Olímpicos. Achei um tanto quanto hipócrita falarmos de ecologia, sendo que na prática não despoluímos a Baía de Guanabara.

A Copa do Mundo de dois anos atrás foi precedida pelas manifestações de junho de 2013, estávamos numa reinvenção do nosso País. Hoje, a Olimpíada ocorre em um péssimo momento político, derrotista, mas acho que tudo isso pode se transformar em uma grande surpresa. Pode ser que, assim que for resolvido o processo impeachment na próxima semana, com o desenrolar dos Jogos Olímpicos (claro, se não houver nenhum desastre) e com a economia dando os primeiros sinais de que ela pode vir a melhorar nesse segundo semestre – o que é uma vaga hipótese momentânea –, nós vamos ter uma virada da expectativa brasileira sobre si mesmo e um pequeno hiato na nossa tradicional síndrome de vira-latas. 

Fomos negativos até anteontem. Agora começamos a possibilidade de uma virada nesse estado de espírito do nosso País. Talvez esse seja o grande legado olímpico que a realização dos Jogos deixe para o Brasil.

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