IMLB - Instituto Mãos Limpas Brasil

Missão: Ser a Entidade mais ética da História do Brasil

Diretor de Redação

Mtnos Calil

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NO BRASIL, precisamos urgentemente de um CHOQUE DE MORALIDADE, nos TRÊS PODERES DA REPÚBLICA, vale a pena tentar, participe do Instituto Mãos Limpas Brasil.

Revista EXAME, edição 1107

A Revista Exame disse isso em fevereiro deste ano, qundo a Dilma ainda estava no governo. Agora será facílimo achar compradores.  A mesma revista afirmou: 

 "Em meio a crise, juros altos, dólar em ascensão, um bom pedaço do Brasil está à venda — de portos a usinas de açúcar, prédios ou construtoras inteiras. É uma situação sem paralelos históricos"

Além disso, o  Brasil todo não dá para vender, porque é muito grande. Para sairmos da crise, basta vende uma parte dos ativos.

Na visão transnacional de  Henrique Meirelles é muito melhor vender ativos do que aumentar impostos. (“vender ativos” é uma expressão mais cordial do que “privatizar”).

E por falar em Meirelles, a  transtornada da D. Dilma aderiu  ao lema “lulinha paz e amor”, declarando que  manteria Meirelles no governo caso não fosse impichada.

Segundo os liberais, é muito melhor para o Brasil ter sua economia gerida pelos estrangeiros do que por um Estado nacional falido.

Assim,  o Brasil vai ser o país mais “desnacional” do planeta Terra, devido às suas dimensões continentais.

A cúpula do PT com sua mega corrupção contribuiu de forma decisiva para esse enxugamento do Estado, o qual,  porém, só poderá ser concretizado se uma parte dos funcionários públicos das 3 esferas, forem demitidos, o que requer apenas um remendo constitucional.

Para o gerenciamento dos ativos, existe no Brasil um excesso de mão de obra, que em grande parte é desqualificada, constituindo, por isso, uma sólida base social para o crime organizado gerido pelos traficantes de drogas. Ocorre que para o Deus Mercado a miséria e a violência que existem no Brasil em nada afetam os negócios das grandes multinacionais, como por exemplo, esta empresa canadense que se apaixonou pelo Brasil há muito tempo (v.abaixo).  Como os chineses nos ensinaram, crise é sinônimo de oportunidade!

Mtnos Calil

Ps. O futuro do Brasil já estava traçado há muito tempo e agora, finalmente, vai se realizar na sua plenitude, com a “venda dos ativos”. A Lava Jato está contribuindo de forma magnifica para essa desnacionalização. Provavelmente não era essa a intenção de Sérgio Moro que agora quer se livrar logo da sua missão, já que o combate à corrupção das empresas nacionais provocou  sérios efeitos colaterais. E, para se manter firmemente na contra-mão da História, o Brasil não vai surfar na nova onda nacionalista que está se disseminando pelo planeta, com o estímulo do Reino (des) Unido que acabou de mandar a Europa às favas*. Nos EUA a desnacionalização se realiza com o desemprego da mão de obra americana que está sendo substituída pela chinesa, que é muito mais barata. Os produtos importados que nós adoramos adquirir aparecem agora com frase  “made in China”  e “made” em outros rincões asiáticos da globalização.

* As favas, ou feijões de fava, são leguminosas que nascem dentro de uma vagem e são usadas tanto na culinária, como na medicina natural. Antigamente votava-se colocando-se na urna  favas brancas e pretas. Ganhavam os canditatos que fossem contemplados com o maior número de favas brancas. Daí se originou a expressão “favas contadas” e também “mandar às favas”, significando mandar a julgamento pelo voto, e mais tarde significando mandar à “mer...”.

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Gigante canadense vê oportunidade na crise brasileira

Mônica Scaramuzzo,
O Estado de S.Paulo - 
17 Julho 2016

Com US$ 17 bi em ativos sob gestão no País, Brookfield negocia divisão de gasoduto da Petrobrás e busca operações em infraestrutura

Alheia à turbulência econômica, que foi agravada pela crise política no País nos últimos meses, a gestora canadense Brookfield está indo às compras. Com US$ 225 bilhões de ativos globais sob gestão, mais da metade nos EUA, a gigante tem planos de se expandir no Brasil, sobretudo em infraestrutura e mercado imobiliário. Negocia com exclusividade a compra da NTS, divisão de gasodutos da Região Sudeste que pertence à Petrobrás, e está em conversas para a compra do braço de saneamento do Grupo Odebrecht. O apetite não para por aí: está de olho ainda em ativos de energia e empreendimentos comerciais, apurou oEstado.

É nesse cenário de recessão econômica e de investigações de corrupção em curso – caso da Lava Jato – que a Brookfield rastreia negócios que potencialmente não seriam colocados à venda, diz uma fonte ao Estado. À gestora também foram apresentados outros ativos relevantes: a Hidrelétrica Santo Antônio e a petroquímica Braskem, que têm a Odebrecht como acionista; a BR Distribuidora, que pertence à Petrobrás (sócia também da Odebrecht na petroquímica); além de empresas de energia em recuperação judicial, como Abengoa. “Temos interesse em alguns deles (ativos), mas não há conversas em andamento”, afirma uma fonte ligada à gestora.

O atual foco é a NTS. Em negociações exclusivas com a estatal até agosto, a Brookfield pode desembolsar cerca de US$ 5 bilhões pela empresa, segundo fontes. Já pela Odebrecht Ambiental (o grupo baiano é dono de 70% da empresa), se concretizada a operação, a canadense pode pagar algo entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões, dizem fontes. Pessoas familiarizadas com essa transação também disseram que a gestora poderá se associar a um fundo asiático na Ambiental e só quer levar as concessões de água e esgoto. A área de resíduos industriais ficaria de fora.

“As negociações com a Ambiental já tiveram mais avançadas, mas recuaram nas últimas semanas. As discussões estão em cima de preço e de como será o modelo do negócio”, diz outra fonte a par do assunto. Em junho, a gestora comprou 57% da concessão rodoviária Rutas de Lima, no Peru, também do grupo baiano, que ficou ainda com 25% do negócio (que poderá ser vendido, segundo fontes). Procuradas, Brookfield, Odebrecht S/A, Braskem, Odebrecht Ambiental e Petrobrás não comentam.

Lava Jato. São os ativos de empresas envolvidas na Lava Jato os alvos mais frequentes no radar da gestora. No início deste ano, a Brookfield encerrou as negociações com a OAS, empreiteira também envolvida nessas investigações e em recuperação judicial. A gestora tinha oferecido R$ 1,35 bilhão por 24,4% da Invepar, administradora do aeroporto de Guarulhos e que tem os fundos de pensão Petros (Petrobrás), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa) como sócios. Fontes próximas à operação afirmam que desentendimentos entre a gestora e os fundos de pensão fizeram o negócio desandar.

Estratégico. Embora seja uma gestora de recursos, a Brookfield é tratada aqui no Brasil como um investidor estratégico. “As aquisições deles são de longo prazo. Ao contrário dos fundos de private equity (que compram participação de empresas)”, afirma uma fonte de um escritório de advocacia.

Com US$ 17 bilhões em ativos sob gestão no Brasil, a Brookfield (ex-Brascan) é velha conhecida no País: a companhia está no mercado brasileiro desde 1899, quando começou a investir em empresas de iluminação pública, como a Light, e de transporte coletivo movido à energia.

Os investidores canadenses tiveram incursões nos mais diversos negócios no País ao longo dos últimos anos – de shoppings a incorporações imobiliárias e florestas.

Só no ano passado, a gestora desembolsou cerca de R$ 5 bilhões em compra de ativos no Brasil: quase metade foi para aquisição de um pacote de seis usinas hidrelétricas, cinco plantas eólicas e quatro usinas de cogeração de biomassa, que pertenciam à Energisa. O fundo arrematou ainda, por cerca de R$ 400 milhões, duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) que eram da EDP Energias do Brasil, e sete empreendimentos comerciais – seis deles da BR Properties, que tinha o BTG como sócio, e outro empreendimento do mesmo banco. Foi uma operação de R$ 2,4 bilhões.

A gestora, por meio de fundos controlados, também se associou à construtora espanhola ACS, em junho de 2015, na compra de fatia de 50% em sociedades que possuem concessões de linhas de transmissão de energia elétrica no Brasil.

Pechinchas. A Brookfield não é a única multinacional que busca “pechinchas” no Brasil. Outros grupos – como a chinesa State Grid, que comprou 23% da fatia da Camargo Corrêa (também na Lava Jato) na CPFL, em junho, por R$ 5,85 bilhões – aproveitam a crise no País para fechar negócios. Há outras operações de energia à venda no País. “Ativos de infraestrutura são interessantes para grupos estrangeiros, independentemente de instabilidade econômica e política. A expectativa para o País é otimista”, diz Sérgio Lazzarini, professor do Insper.

 

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