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Mtnos Calil

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NO BRASIL, um motorista do Senado, ganha mais para dirigir um automóvel, do que um Oficial da Marinha, para comandar uma fragata!

Desde que assumiu a Presidência, Michel Temer conquistou políticos, empresários e investidores. As pesquisas de opinião mostram, no entanto, que ainda falta o que deveria ser o mais importante: o povo.

Apaziguar a base aliada, que infernizava a ex-presidente Dilma, foi tarefa até fácil dada à experiência de Temer nos corredores de Brasília.

Ele blindou a economia, loteou o resto da Esplanada aos partidos, e sinalizou que estancaria a "sangria" da Lava Jato, embora publicamente dissesse o contrário.

Acuados pelo juiz Sérgio Moro, os congressistas responderam ao aceno, aprovando a PEC do Teto, que congela os gastos públicos —uma medida necessária, mas que não passaria em outras circunstâncias.

Temer também apresentou uma reforma da Previdência ambiciosa e flertou com a reforma trabalhista. Ambas são bem mais difíceis de serem aprovadas, mas o que importa é a expectativa.

O mercado, que não vive de realidade, mas de projeções, aprovou os novos rumos. O dólar e o risco país voltaram aos níveis pré-impeachment, quando o Brasil ainda era o queridinho do mercado.

Ao perceber o clima mais ameno, Temer começou a assar a pizza: escolheu Alexandre de Moraes para o STF, concedeu o status de ministro para Moreira Franco e aprovou Edison Lobão para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Até aqui, não houve mais reação do que matérias de jornal e reclamações nas redes sociais. Não há sinal de indignação real nas ruas ou no setor privado.

Os empresários parecem dispostos a sacrificar a Lava Jato se isso significar por fim à recessão que já dura três anos —um erro até compreensível, mas terrível no médio e longo prazos.

Com a adesão das elites política e econômica, falta Temer lidar com o mundo real. O desemprego continua alto, policiais militares fazem greve, médicos não recebem, cortam-se cabeças nos presídios.

Conforme mostra reportagem desta Folha, o núcleo político do governo, que já conta os meses para as eleições de 2018, procura opções para afagar o povo: um reajuste do Bolsa Família, talvez? 

 

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