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Mtnos Calil

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No Brasil, um Assessor de 3º nível de um Deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou mero estafeta de correspondências, ganha mais que um Cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo e a sua vida, buscando curas e vacinas para salvar vidas.

 

Honestamente, eu ainda consigo ficar CHOCADO diante de noticias como esta. Fiquei em dúvida se leria ou não. Resolvi ler para me testar. O teste consistiu no seguinte - será que eu conseguiria não me envolver emocionalmente com a tragédia relatada? Não consegui. Senti uma fisgada no peito. E a idéia que me ocorreu depois da fisgada foi essa:  a humanidade está caminhando para o abismo e não é possivel saber se quando lá ela chegar vai dar marcha à ré ou se jogar.  

 

Psicanalista Social

 

Ps1. A midia ignora que, ao dar ampla cobertura a essas barbáries, ela está ESTIMULANDO, pelo efeito exemplaridade, que outros malucos e psicopatas cometam crimes do gênero. 

 

Ps2. Para não se abalar, recomendo que não leia o que vem a seguir - um psicopata mata a filha com dois tiros no rosto. 

 

Pai é suspeito de matar a filha na frente dos netos na zona sul de SP

Maira Cintra Soares, de 40 anos, foi assassinada com dois tiros no rosto na noite desta sexta-feira, 10

 

SÃO PAULO - Uma vizinha resolveu filmar a briga entre pai e filha. “Ele não tem coração. Se ele tivesse coração, ele não fazia o que faz comigo e com o Luciano”, diz a diarista Maira Cintra Soares, de 40 anos, no vídeo. O ex-cabo da Aeronáutica Frederico Carneiro Soares responde: “Aqui se faz, aqui se paga”. A filha retruca. “Exatamente. Deus está vendo tudo isso, pode ficar tranquilo.” O pai, então, pede licença para passar e o que se ouve depois é o barulho de dois disparos de arma de fogo. Atingida no rosto, Maira morreu na hora.

 

O caso aconteceu por volta das 20h30 desta sexta-feira, 10, na Rua Olímpio Rodrigues, região da Vila Sônia, na zona sul da capital paulista. Segundo testemunhas, Soares foi até a casa da filha e iniciou uma discussão. O assassinato aconteceu na presença de três netos: um menino de 3 anos, uma menina de 7 e outro garoto de 9. “Meu avô chegou a discutir com ela, como sempre fez. Ele sempre chegava gritando”, diz Isabella Cintra, de 20 anos, a filha mais velha de Maira, que estava na Igreja no momento do crime.

 

“Meus irmãos não estavam perto da minha mãe na hora da discussão, mas quando eles ouviram o tiro dentro de casa, saíram correndo e viram o que aconteceu”, diz Isabella. “Meu avô estava com a namorada dele, saiu de carro e foi embora.” O socorro médico chegou a ser acionado, mas Maira morreu no local. Soares está foragido e a Polícia Civil ainda tenta localizá-lo para fazer a prisão em flagrante. 

 

O crime foi registrado no 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi), como homicídio qualificado. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que a polícia vai solicitar à Justiça um mandado de prisão temporária contra Soares, após terminar de colher depoimentos de testemunhas.

 

Herança. 

 

Suspeito e vítima travavam uma disputa judicial pela herança da casa e tinham histórico de conflito. “Ele nunca cuidou da minha mãe e do meu tio. Foi sempre xingando e torturando”, afirma Isabella. “Ele sempre teve muita raiva, sempre fui muito estranho com todo mundo.”

 

Em agosto de 2016, Maira divulgou um vídeo no Facebook em que relatou a relação conturbada com o pai. A ex-mulher de Soares morreu afogada quando a diarista ainda era criança. “Foi muito traumático. Eu tinha 8 anos; meu irmão (Luciano), sete. Nós passamos a viver uma vida horrível, muito triste”, relata no vídeo.

 

Segundo afirma na gravação, Soares já namorava outra mulher na época do acidente, mas o divórcio com a mãe dela ainda não tinha um desfecho judicial. Por isso, foi considerado viúvo. Após o acidente, os dois irmãos teriam sido privados de conviver com a família materna. “Ele ficou com a minha pensão e a do meu irmão”, diz.

 

A casa pertencia à mãe e também passou a ser alvo de disputa da família. “Ele (o pai) fez várias tentativas de tirar a gente, colocando a segurança e falando que a gente era indigente”, afirma Maira, no vídeo. 

 

Era nessa residência que ela morava com três dos quatro filhos e também cuidava de Luciano, que tem esquizofrenia. Segundo a diarista, o irmão ficou doente após ser internado em um hospital psiquiátrico e se submeter a uma rotina de medicamentos. “Nós sofremos muito na mão de uma pessoa que deveria nos amar, mas que não estava interessada em cuidar dos filhos.”

 

Felipe Resk , 
O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2017 |

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