Janot: MP teve reforço no orçamento                                                                      Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

Combater a corrupção e outros malfeitos nacionais seria o suficiente para revelar o padrão ético de uma pessoa fisica ou juridica? Não é o que sugere o comportamento de nossos promotores, que no que toca aos gastos públicos manifestam um comportamento semelhante ao dos políticos e magistrados que não vêem nenhum constrangimento no ato de conceder a si próprios os maiores salários do planeta.  Confira na matéria a seguir. 

 

MP brasileiro: elitista e o mais caro do mundo.

São as conclusões de duas pesquisas. Em meio à crise, Procuradoria Geral tem 1 bilhão de reais a mais.
 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, conseguiu uma façanha. Em tempos de crise fiscal e congelamentos das verbas sociais por duas décadas, o Ministério Público da União, conglomerado comandado por ele, terá neste ano 1 bilhão de reais a mais do que em 2016. Um orçamento total de 6,6 bilhões, alta de 18%. 
 
O reforço financeiro contribui para manter o MP brasileiro, incluídos aí as repartições estaduais, que não se vinculam a Janot, na folgada posição de mais caro do planeta. Um órgão a pagar, com dinheiro público, altos salários e mordomias e composto por um “segmento fortemente elitizado” da sociedade.
 
O gigantismo do MP foi identificado pelo cientista jurídico e social Luciano da Ros, autor de um estudo na Universidade Federal do Paraná intitulado O custo da Justiça no Brasil. O órgão consome 0,3% das riquezas geradas em um ano (PIB). Na Itália, 0,09%. Em Portugal, 0,06%. Na Alemanha e Espanha, 0,02% do PIB. 
 
por André Barrocal  na Carta Capital —  28/01/2017