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NO BRASIL, um ascensorista da Câmara Federal, ganha mais para servir os elevadores da Casa, do que um Oficial da Força Aérea, que pilota um Mirage.

 

  Evan Vucci/Associated Press  
Donald Trump fala com jornalistas na Trump Tower em Nova York

Com a entronização de Donald Trump no posto de presidente dos EUA, o mundo entra numa era muito estranha.

 

Embora veja o futuro com apreensão, não estou entre os que acham que o planeta mergulha num abismo, que combinará dirigentes fascistas com intolerância generalizada e regressão no campo dos costumes.

 

Fenômenos como Trump, ao lado do "brexit" e da perspectiva de eleição de outros dirigentes problemáticos, como Marine Le Pen, me parecem ser mais bem explicados pelo populismo do que por uma onda reacionária global. Prova-o o fato de que não é apenas o populismo de direita que se beneficia dos novos ares. Em alguns países da América Latina e do sul da Europa, populistas de esquerda é que se saem bem, para não mencionar o bom desempenho de Bernie Sanders nas primárias democratas.

 

Um livro que lança luzes sobre essa questão é "The Populist Explosion" (a explosão populista), de John Judis. O autor conceitua o populismo, traça seu histórico e mostra que ele costuma ganhar impulso depois de crises graves, como guerras ou recessões intensas, como foi a de 2008.

 

Afirma também que, quando movimentos populistas ganham muito apoio, é razoável apostar que esteja em curso uma revisão dos consensos sociais que vinham imperando. Nesse contexto, podemos interpretar o fenômeno Trump (e seus congêneres à direita e à esquerda) como sintoma de um realinhamento de forças que, embora encerre perigos, não precisa terminar mal. O que vemos são basicamente grupos que não se beneficiaram da prosperidade econômica das últimas décadas dizendo que não querem ser deixados para trás.

 

Trump é a resposta errada a esse clamor legítimo, mas ele passará —e sua eleição indica que o sistema captou o problema. Num país com instituições fortes, como são os EUA, elas devem sobreviver a Trump e passar a lidar mais seriamente com a questão dos excluídos da globalização. 

 

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