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NO BRASIL, um Diretor que é responsável pela garagem do Senado, ganha mais do que um Coronel do Exército, que comanda um Regimento de Blindados.

 


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - [email protected]"

 

A explosão, banalização e descontrole da violência no Brasil, sob domínio do Crime Institucionalizado, só poderá ser neutralizada e, talvez, superada, quando levarmos a sério que não temos outra alternativa civilizatória senão passar por uma “Revolução Educacional”: qualidade real no ensino básico e valorização da família - tudo combinado com investimentos em esporte, artes e filosofia. Escolas excelentes ajudam a fechar as “fábricas” de bandidos. Sem escola, extermínio não resolve. Apenas adia a solução e, pior ainda, agrava o problema.

 

No entanto, tal transformação educacional só ocorrerá se, antes, uma inédita Intervenção Cívica Constitucional for capaz de promover uma repactuação legal que restabeleça as bases culturais para a paz social, a ordem pública e a democracia – a segurança do Direito e o “império” da lei efetivamente cumprida. Ou seja: não existe mágica a ser feita, mas sim muito trabalho de conscientização, cidadania e estrito respeito aos valores (direitos e deveres) humanos fundamentais.

 

O Brasil tem 650 mil presos. Faltam 200 mil vagas no medieval sistema penitenciário. Os números podem ser muito maiores – se houver mais repressão. O problema é que, no ambiente institucional sob hegemonia criminosa, qualquer ação estatal ou privada tem o mesmo efeito de um enxugamento de gelo. A criminalidade só aumenta e agrava a sensação de violência descontrolada. Só no ano passado tivemos 392 mortes violentas dentro de cadeias. Fora delas, as mesmas matanças passam de 60 mil. Se juntar às estatísticas os “assassinatos” no trânsito, ultrapassamos facilmente a marca de 100 mil mortes. Qual guerra, pelo mundo afora, mata tanta gente?

 

O Brasil parece uma fábrica de matar gente. Sempre que ocorre um absurdo massacre de presos – tipo 111 do Carandiru ou os 60 de agora em Manaus -, que ganha repercussão internacional, as “otoridades” e a mídia começam mais um debate repleto de idiotices e conceitos errados sobre o tal “drama da população carcerária” – a terceira ou quarta maior do mundo. O assunto recebe o enfoque equivocado quando se resume a um falso combate a chamadas “facções criminosas” – que só existem e se organizam pela ação ou omissão dos agentes estatais. Sem mudar o modelo de Estado não dá para combater o “Crime Institucionalmente Organizado”.

 

A Insegurança brasileira é uma tragédia anunciada e repetida. A babaquice ideológica – que só acirra divisões na sociedade – se recusa a debater, com seriedade, um projeto de Segurança Nacional. O tema não é militar, mas sim Cidadão. No entanto, só as Forças Armadas o discutem. As pessoas afetadas pela barbárie criminosa clamam por segurança. O problema é que esperam que tudo se resolva por milagre, por mágico decreto estatal ou pela famosa “intervenção militar” direta. Nada se resolverá assim. A base da violência está na ignorância das pessoas e no comportamento anti-humano – em todas as classes sociais. O Crime Institucionalizado agrava a dimensão do caos.

 

Já passou da hora de fechar a grande fábrica bandidos e assassinos chamada Brasil. Sem uma redefinição Democrática, a partir de uma Intervenção Constitucional, nada vai se resolver de maneira efetiva na Segurança Pública. Os pretensos “debates” e as reuniões de supostos “gabinetes de crise” pouco ou nada solucionarão de verdade, se não houver efetiva vontade política de mudar, de verdade.

 

A superestrutura criminosa não deseja que nada mude realmente. Portanto, o único jeito é o brasileiro romper com a “organização criminosa”. O problema concreto e objetivo é: a maioria realmente quer isto, ou, no fundo, preferimos seguir na “acomodação” e conivência com o crime estrutural, até a hora em que nos tornamos “vítimas”?

 

É urgente acabar com o cinismo e partir para soluções. Se o Brasil não vencer tal desafio, brevemente, se tornará a colônia de exploração mais violenta de todo o terceiro mundo, exterminando mais gente que os países em guerra civil declarada. Sem atacar, de verdade, a dimensão econômica do Crime Institucionalizado, nada vai mudar para melhor.

 

O silêncio temerário de “nosso” Presidente Michel Temer sobre o assunto é simplesmente apavorante... Depois, não vai reclamar que a ministra Cármem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, está atropelando suas funções...

 

 

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