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No Brasil, um Assessor de 3º nível de um Deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou mero estafeta de correspondências, ganha mais que um Cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo e a sua vida, buscando curas e vacinas para salvar vidas.

 

Nota da redação

Estamos dando  inicio a uma série permanente da Esquizofrenia Social. Ao longo da série vamos mostrar exemplos marcantes da loucura que está se disseminando pelo planeta, em meio à fase regressiva do processo civilizatório que está atravessando uma crise que só foi maior na 2a. guerra mundial e que pode continuar se agravando. 

 

Metade dos mortos em presídios de Manaus foi decapitada, afirma IML

 

 

A polícia científica de Manaus (AM) informou nesta terça-feira (3) que metade dos mortos nas duas penitenciárias da cidade entre domingo e segunda-feira foi decapitada.

 

A situação dos corpos dificulta um trabalho mais rápido e apenas 39 haviam sido identificados até o final da tarde desta terça-feira, segundo o diretor do DPTC (Departamento de Polícia Técnica Científica), Jeferson Mendes, após dois dias de exames. As famílias aguardam em frente ao IML (Instituto Médico Legal) a liberação dos corpos"Nós temos os mais diversos estágios de dilacerações nos corpos", disse Mendes. O diretor disse que a condição dos corpos afetou até mesmo os profissionais que realizaram os exames. "É algo chocante, porque [os funcionários] nunca viram da forma como os corpos se apresentam. Mas são pessoas preparadas."

 

Apesar da violência, parte das decapitações aconteceu apenas depois da morte dos presos.

 

Dos 60 corpos –56 no Compaj e quatro na UPP (Unidade Prisional de Puraquequara)– encaminhados ao IML desde o último domingo após as chacinas nos presídios, dez corpos foram liberados para enterro e, desses, quatro já foram entregues às famílias.

 

A presidente do sindicato dos peritos oficiais do Estado do Amazonas, Fernanda Versiani, que tem 188 filiados, informou à Folha que pelo menos nove outros detentos, além dos 30 decapitados, morreram carbonizados. O número não foi confirmado por Mendes, que entretanto não forneceu o número oficial.

 

Fernanda disse que há apenas um IML com seis mesas de necropsia para atender todo o Amazonas, o que seria inadequado para as necessidades do Estado.

 

Os corpos ainda não identificados são mantidos em um caminhão frigorífico que foi cedido às pressas por outro órgão do governo. "Não é uma estrutura ideal [do IML], precisamos melhorar, mas nenhum Estado brasileiro estaria pronto para atender uma demanda como essa", disse Mendes.

 

O diretor do DPTC disse que o governo deverá instalar nesta quarta-feira (4) um centro de "atendimento humanizado" para as famílias dos mortos.

 

"As famílias não precisam ficar nesse sol, nesse sofrimento. Vamos trabalhar para que elas tenham essas informações sem estar expostos a essas intempéries do tempo e sofrendo", disse o diretor.

 

RUBENS VALENTE
ENVIADO ESPECIAL A MANAUS

03/01/2017  20h02 - Atualizado às 21h09

 

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