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No Brasil, um Assessor de 3º nível de um Deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou mero estafeta de correspondências, ganha mais que um Cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo e a sua vida, buscando curas e vacinas para salvar vidas.

 

 

Hillary Clinton não conseguiu ser a primeira mulher a eleger-se presidente dos Estados Unidos, mas Marine Le Pen, a líder ultradireitista francesa, será a primeira mulher a ocupar o Palácio do Eliseu, a partir de maio próximo.

 

Pelo menos é esse o fantasma que percorre a Europa (e o mundo), para citar a abertura do Manifesto Comunista, mas com sinal trocado.

É o fantasma do populismo, um dos principais "ismos" associados a Donald Trump e a todos os candidatos/as antiestablishment, à esquerda e à direita.

 

 

Na França a ameaça populista é encarnada precisamente por Marine Le Pen.

A revista "Foreign Affairs" dedica a capa de seu número de novembro/dezembro exatamente a "O Poder do Populismo". Inclui uma enquete com um punhado de especialistas, consultados sobre se o avanço do populismo vai continuar.

A esmagadora maioria respondeu que sim. Ninguém disse não. No máximo, uns poucos foram neutros.

Exemplo de opinião concordante: Sheri Berman, professora de Ciência Política na Columbia University, diz que "enquanto as elites democráticas e as instituições nas democracias industriais avançadas continuarem incapazes ou inapetentes para enfrentar a miríade de desafios de suas sociedades, deve-se esperar que o populismo permaneça uma opção política atrativa".

 

 

É por isso que as eleições primárias da direita francesa (primeiro turno neste domingo) transformaram-se, acima de tudo, na busca de um candidato viável para derrotar a ultradireita.

Já é eloquente sobre a maré conservadora o fato de que a eleição de 2017 na França está reduzida a um confronto entre a direita e a ultra-direita, uma vez que a esquerda (os socialistas) parece carta inteiramente fora do baralho.

Le Pen tem realmente chances de ser a primeira mulher a presidir a França? Não estou tão certo. Um outro Le Pen (o pai de Marine, Jean-Marie, rompido com a filha) já chegou ao segundo turno em 2002, mas foi estraçalhado por Jacques Chirac.

É essa a diferença principal entre os Estados Unidos em que Trump triunfou e a França: primeiro, o voto direto (em que Trump perdeu) decide de fato quem ganha; segundo, há sempre um segundo turno em que todos os partidos civilizados se unem contra a extrema-direita.

 

 

Mas essa lógica está ameaçada agora pela imensa rejeição ao establishment que percorre o mundo. Avisa, por exemplo, Nathalie Kosciusko-Morizet, a única mulher que disputa as primárias dos Republicanos, a direita francesa:

"Não quero que acordemos com uma ressaca, como os americanos, dentro de seis meses".

O problema é que os três candidatos que lideram as pesquisas da direita são todos a quintessência do establishment: Alain Juppé, 71, ex-primeiro-ministro, prefeito de Bordeaux anos a fio; Nicolas Sarkozy, 61, ex-presidente; e François Fillon, 62, também ex-premiê.

O problema, ganhe quem ganhe, é que pode ser tentado a assumir a retórica xenófoba do "lepenismo", o que tende a criar um ambiente cultural tóxico, como acontece nos EUA antes mesmo da posse de Trump. 

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