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NO BRASIL, um ascensorista da Câmara Federal, ganha mais para servir os elevadores da Casa, do que um Oficial da Força Aérea, que pilota um Mirage.
 

A prisão preventiva de Eduardo Cunha, efetivada nesta quarta-feira num prazo vertiginoso desde que o caso do deputado cassado chegou às mãos do juiz Sérgio Moro é um revés para o governo Michel Temer, pelo potencial estrago que uma eventual delação do ex-todo poderoso presidente da Câmara pode causar no coração do PMDB.

É, ao mesmo tempo, um cala-boca definitivo nas teorias conspiratórias difundidas pelo PT de que a Lava Jato estaria empreendendo uma “caçada” ao ex-presidente Lula, cujo objetivo final seria exterminar o projeto político petista. Se assim fosse, como explicar que o inimigo número um do petismo tenha sido colhido pela Lava Jato antes de Lula? Ou bem Moro age de acordo com as leis para prender Cunha — e então o mesmo valerá para as medidas relativas a Lula –ou é arbitrário em ambas.

Justamente por colocar o governo ainda mais na mira, a queda de Cunha deve acelerar as tratativas pluripartidárias que já estão em curso para tentar conter a Lava Jato, como um projeto do senador Romero Jucá que endurece as punições e muda os conceitos de abuso de autoridade.

Cunha foi, por muito tempo, uma espécie de caixa único do PMDB, responsável por arrecadar recursos com empresas e repassa-los a candidatos do partido país afora.

Esse “serviço” ajudou a galvanizar sua enorme influência no partido e junto a grupos empresariais poderosos, cujos interesses ajudava a encaminhar na Câmara.

Caso decida, agora que está preso sem perspectiva de sair, partir para a delação, Cunha pode de fato abalar o novo regime.

Vera Magalhães

19 Outubro 2016

 

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