IMLB - Instituto Mãos Limpas Brasil

Missão: Ser a Entidade mais ética da História do Brasil

Diretor de Redação

Mtnos Calil

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NO BRASIL, um ascensorista da Câmara Federal, ganha mais para servir os elevadores da Casa, do que um Oficial da Força Aérea, que pilota um Mirage.

Mais um fato inédito da maior crise política das últimas décadas. Uma rede de varejo especializada em esfiha e outros quitutes – Habib`s-  lança campanha junto a seus clientes estimulando-os a participarem das manifestações deste domingo (13/03/2016) contra a Presidente Dilma. Mas o faz de uma forma ambígua.

Como todos sabem estas manifestações foram convocadas para protestar especificamente contra a Dilma e o PT. Entretanto, o diretor de marketing da empresa faz uma ressalva que o coloca numa posição ambígua ao declarar de forma enfática o desejo de ver o Brasil a “voltar a ser o país que a gente já foi, inclusive na época do PT”.  Só faltou ele acrescentar “durante os mandatos de Lula”.  Ora, como Lula acabou de ser convidado para ocupar um Ministério no Governo Dilma, as palavras do diretor do Habib’s podem ser “interpretadas” como sendo de apoio a Lula.

Essa ambiguidade, porém, se justifica pelo fato de Lula ter adotado uma postura política condizente com os interesses dos empresários que não entendem de política e economia, quando se associou a Henrique Meirelles.

Ideologias à parte, o fato (bem concreto) é que Dilma não tem mais nenhuma condição de governar o Brasil. A sua insistência em permanecer no poder prejudica não só ao país, como a ela própria. Cada vez que ela aparece na televisão falando de improviso se atrapalha de uma forma incrivel, como jamais ocorreu com um Presidente da República na história "deste país", e provavelmente em toda a história mundial. Como é que alguém pode ocupar um cargo desta dimensão se não consegue falar em público por apenas 5 minutos sem se enroscar? 

Mtnos Calil

Ps1 .A classe empresarial e a sociedade de uma forma geral se quiserem participar da política de uma forma eticamente amadurecida terão que se manifestar contra a corrupção de todos os partidos e não apenas do PT. Quem combate a corrupção apenas do PT como estão fazendo inclusive alguns membros do Poder Judiciário, está sendo conivente com a corrupção dos demais partidos.

2. Segue matéria publicada no Estadão a respeito do apoio de entidades empresariais ao impeachment de Dilma Roussef. 

Entidades convocam associados para atos

Entidades empresariais e profissionais estão convocando associados para a manifestação de amanhã contra o governo Dilma Rousseff, na Avenida Paulista. A Associação Comercial de São Paulo marcou uma concentração nas dependências de um restaurante no Clube Homs, na própria avenida, a partir de meio-dia. A entidade vai distribuir 300 camisetas amarelas com a frase “Empresário, apareça antes que você desapareça”.

Alencar Burti, presidente da ACSP, reclama que “assiste-se apenas a disputas de poder e de posições, como se fosse irrelevante manter a paralisia geral das decisões que afetam as atividades econômicas e a vida dos cidadãos”.

Para ele, “não se pode mais esperar que os interesses pessoais, partidários ou de grupos mantenham a Nação em suspense.”

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, enviou vídeo a vários associados chamando para o ato. Na gravação, ele diz que comparecerá junto com a família, e cita slogan que vem sendo adotado pela entidade: “Chega de pagar o pato”. A Fiesp manteve para amanhã um show de grupo cover dos Beatles, às 14h. Segundo a entidade, o evento faz parte da programação “Domingo na Paulista” e já estava agendado há várias semanas. O Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) fez uma convocação para “mudar o Brasil”. “A crise econômica não pode continuar. A classe empresarial não pode se omitir. Precisa posicionar-se firmemente pelo fim do impasse político. Nas manifestações de 13 de março, vamos mudar o Brasil!”

Embora não tenha convocado associados para o protesto, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou nota em que defende a transparência de ações e o estado democrático de direito. “O sentimento de indefinição política está prejudicando o Brasil e travando os investimentos e a economia. É preciso que essa situação chegue rapidamente a um desfecho dentro da ordem democrática rumo à retomada do desenvolvimento sustentado do País”.

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) também não fez convocações, mas o presidente executivo da entidade, Fernando Figueiredo, defende uma solução rápida para a crise política, que, segundo ele, está paralisando a economia. Já a Sociedade Rural Brasileira (SRB) defende o impeachment de Dilma. “A nossa visão é de que o modelo de desenvolvimento econômico e social do Brasil chegou a um desgaste final”, afirma o presidente da entidade Gustavo Junqueira. “O Brasil está sem liderança”.

Redes. Também há ações do comércio, como as das redes de alimentação Habib’s e Ragazzo (do mesmo grupo) que lançaram a campanha “Fome de mudança” e convocam seus clientes a participar da manifestação. O grupo afirma que as redes “vão engrossar o coro de milhões de brasileiros e sair às ruas pedindo um Brasil mais honesto e mais justo”.

Lojas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba estão sendo decoradas de verde e amarelo, onde haverá distribuição de 150 mil cartazes com frases como “Quero meu País de volta”.

Embora convoque os clientes às ruas, o grupo afirma que não defende o impedimento da presidente Dilma. “O impeachment pode ser a veia da manifestação, mas a veia do apoio do Habib’s é em prol do Brasil. A gente quer um Brasil melhor, seja com Dilma ou sem a Dilma”, afirma André Marques, diretor de marketing da empresa. “A gente quer que essa situação de crise não perdure por muito tempo e que possamos progredir e voltar a ser o país que a gente já foi, inclusive na época do PT.”

A Associação Médica Brasileira chamou para o ato todos os médicos para que “demonstrem seu repúdio e indignação contra a corrupção que nos adoece”. Em nota, a entidade afirma apoiar o projeto “10 medidas contra a Corrupção”, organizado pelo Ministério Público Federal, e presta solidariedade aos membros do órgão e ao juiz Sérgio Moro da Operação Lava Jato.

Outras entidades ouvidas pelo Estado afirmaram que não vão se manifestar sobre o ato, entre as quais a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sindipeças (representa a indústria de autopeças), Abimaq (fabricantes de máquinas), Abiplast (indústrias de plásticos), Abinee (eletroeletrônicos) e Fecomércio.

12 Março 2016 

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