O Vice Pesidente da República Michel Temer participa de um jantar com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Paulo Skaf  

O Vice-Presidente da República Michel Temer participa de um jantar com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Paulo Skaf

Inacreditável!

 Com a anuência do Presidente do Bradesco, a Fiesp pede a saída do Ministro Banqueiro Levy, alegando que ele está prejudicando a credibilidade do Governo. A justificativa apresentada pelo Pres. da Fiesp é que Levy só fala em aumento de impostos, o que obviamente prejudica as empresas.

Os impostos de fato prejudicam as empresas... mas e as taxas de juros dos bancos? Ah... essas são necessárias para conter a inflação.

E como ficam milhões de brasileiros que não têm assistência médica e que precisam do SUS? 

Skaf vai se reunir com os movimentos que querem a saída da Dilma, mas não vai se declarar a favor do impeachment.

Enfim, essa confusão toda justifica o quadro clinico da esquizofrenia política que está reinando no Brasil, como diz o nosso psicanalista social. Mais detalhes nesta matéria do Estadão: 

Depois de jantar com Temer, Skaf pede saída de ministro da Fazenda

Para presidente da Fiesp, desempenho de Levy 'está enfraquecendo a credibilidade do governo'

Depois de participar na noite desta quinta-feira de um jantar com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e 22 grandes empresários na sede da Fiesp, em São Paulo, o presidente da entidade, Paulo Skaf (PMDB), defendeu a demissão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "Um ministro  da Fazenda que só fala em aumentar impostos...o Brasil não precisa deste ministro (...)", disse o dirigente aos jornalistas na saída do encontro.

"O ministro não demonstra preocupação com o desemprego no pais, com os setores produtivos. Entendo que esse não é o perfil de um ministro que faça bem ao pais.  Ele não tem realmente nesse momento nosso apoio".

Skaf prometeu "bombardear" a iniciativa do governo de reeditar a CPMF e disse que o desempenho da política econômica "está enfraquecendo a credibilidade do governo".

Entre os presentes ao jantar, que durou duas horas, estavam o empresários Benjamin Steinbruch (CSN), Flávio Rocha (Riachuelo), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco) e Rubens Ometo (Cosan). Segundo relato de um participante, os convidados se revezaram ao microfone  com críticas ao ajuste promovido por Joaquim Levy. Temer falou por 30 minutos no final do evento. Não criticou o ministro, mas também não o defendeu.

Quando questionado por jornalistas sobre a posição dos empresários sobre a política econômica do governo, Skaf disse que o setor produtivo não concorda com o ajuste conduzido por Levy. "O Brasil é um pouco maior do que meia dúzia de empresários. Se alguns tem uma opinião, não significa que seja a opinião da classe empresarial. Os setores produtivos não concordam com essa política econômica", disse o dirigente ao comentar manifestações recentes de apoio ao governo entre empresários.

O presidente da Fiesp disse que, até o momento o ajuste fiscal, não foi conduzido de forma eficiente e que não houve cortes efetivos nos gastos do governo. Nove meses depois do início do ano, Skaf argumentou que o setor esperava ver algum resultado mas que o ajuste até agora é uma "miragem"."

Anti-Dilma. Skaf se reunirá na segunda-feira com representantes dos grupos que  lideram o movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff  (PT). Participarão do encontro, que acontecerá na sede da instituição,  porta-vozes das 46 organizações que formam  a Aliança Nacional dos  Movimentos Democráticos.

Entre elas estão o Revoltados Online, Nas  Ruas, Avança Brasil-Maçons, Acorda Brasil e Vem Pra Rua. Antes de  agendar a reunião, Skaf avisou aos ativistas que não defenderia publicamente o impedimento da presidente.

A pauta oficial será a formação de uma agenda comum entre as ruas e o empresariado.