IMLB - Instituto Mãos Limpas Brasil

Missão: Ser a Entidade mais ética da História do Brasil

Diretor de Redação

Mtnos Calil

Login

NO BRASIL, o INSS, paga a um médico por uma CIRURGIA CARDÍACA COM ABERTURA DE PEITO, a importância de R$ 70,00, o que equivale ao que uma diarista cobra, para fazer faxina num apartamento de dois quartos.

Nota da redação

Estas matérias sobre a história da energia nuclear no Brasil (e outras da mesma autora) serão referência para uma “sintese da história do Brasil” que terá  a finalidade especifica de explicar porque não realizamos nossas potencialidades.

RESUMO: Apresentada pela Autora em 2014, ao Plenário da Associação Internacional de Direito Nuclear/AIDN-INLA/International Nuclear Law Association, Palácio das Relações Exteriores da Argentina, Buenos Aires, A HISTÓRIA DA ENERGIA NUCLEAR NO BRASIL, é a síntese das pesquisas e analise de fatos, envolvendo a polêmica sobre usos da energia nuclear no Brasil, a posição da diplomacia brasileira, os problemas da Usina Nuclear de Fukushima, Japão, concluindo que trata-se de uma questão de concorrência comercial internacional desleal em mercado relevante e que, como uma questão comercial,  deve ser resolvida.

Faz parte de uma série de pesquisas apresentadas em diversos plenários dos Congressos Internacionais bi-anualmente promovidos pela AIDN-INLA (Lake Constanz/Alemanha, Bath, Inglaterra, Budapest/Hungria, Portoroz/Slovenia, entre outros) e nas Universidades brasileiras (UFF, UFRRJ, UFRJ, UERJ, FADES). É uma defesa da necessidade de o Brasil não renunciar ao direito de autonomia – assegurado pelas Cartas da ONU e da OEA – de dar destino utilitário aos minérios nucleares, que jazem em seu subsolo. O direito de gerar energia, econômica, segura e limpa, com tecnologia genuinamente brasileira, em benefício de sua população, é direito inalienável. Exatamente como o direito dos demais Membros da ONU.  

Face aos últimos acontecimentos, verdadeira repetição histórica, já ocorrida com o petróleo brasileiro, entendemos de interesse, a disponibilização das informações – até e porque, população bem informada é a melhor defesa de Governo inteligente e bem intencionado. 

...”Cum finis est licitus, etiam media sunt licita”.Quando ofim é bom, bons também são os meios. (In BUSENBAUM, Hermann, Teólogo Jesuíta, Medulla Theologiae Moralis /Manual de Ética, 1645).

...'' Nas ações de todos os homens (...) os fins é que contam” ...” os meios de que se valer serão sempre julgados honrosos...'' (In MAQUIAVEL,  “O Príncipe”).  

De acordo com Maquiavel, o resultado da ação é o que importa, e não a maneira utilizada para atingir os objetivos. O entendimento é o de que os fins justificam os meios, quando estes meios são utilizados para um bem maior, no qual efetivamente, possam os fins justificar os meios!

Antes da Introdução é bom repetir, o entendimento lógico do Brasil dos brasileiros: os meios utilizados deverão ser sempre apoiados e aplaudidos, todas as vezes que tiver a finalidade de libertar o país das amarras, das “lições de casa”, impostas ao Governo  brasileiro – castradoras do desenvolvimento em potencial, do concorrente comercial e tecnológico Brasil.

O entendimento acima é devido ao fato de que não é de se esperar dos Membros que compõem as instituições do Estado no Brasil, que eles se interessem e conheçam a geopolítica, as táticas e as estratégias de dominação – utilizadas ao redor do mundo, repetitivamente.Também não é de se esperar dos Membros que compõem as instituições do Estado, que eles se interessem e acompanhem passo a passo, os agrados e desagrados, em relação aos acertos da política externa independente do Brasil.

INTRODUÇÃO 

A vontade dos cientistas brasileiros, sempre esteve, há mais de noventa anos, voltada para a pragmatização das pesquisas de seus cientistas, dos conhecimentos técnico-científicos de seus profissionais da área e embasados no exercício pleno de sua autonomia, assegurada no Direito Internacional, pelas Cartas da ONU e da OEA. 

Nada é mais estratégico na economia de um país do que o seu setor energético – principalmente, energia que gera eletricidade. 

Essa certeza foi comprovada, com o racionamento recentemente suportado pela população brasileira, em atendimento aos ditames do Fundo Monetário Internacional, que por entender como déficit público, o investimento nas estatais brasileiras da área de energia, impediu o país de nelas investir. 

É lógico óbvio e notório que, quem detém o poder de gerar, transmitir e distribuir energia – tem o controle do país.  

Por essa razão, não há argumentos que justifiquem ou expliquem a privatização de boa parte da geração e toda a distribuição de energia no Brasil. 

O setor elétrico brasileiro, até 2000, era um modelo de eficiência,...” era lucrativo, gerava uma tecnologia de transmissão a longa distância, única no mundo”*(* in O Rolo Elétrico”, Márcio Moreira Alves, O Globo, fevereiro, 2003). Atendia ao mercado com energia barata e limpa, através de um planejamento a longo prazo.     

Do mesmo modo, não há argumentos que justifiquem o Brasil desprezar  nenhuma de suas fontes de energia e muito menos - a originada dos minérios nucleares.  

O Brasil tem trabalhado coerente e arduamente há mais de oitenta anos, objetivando desenvolver um programa nuclear, o qual pudesse fornecer à população brasileira uma capacidade ótima de energia independente dos  fenômenos naturais. 

Os técnicos brasileiros sempre entenderam as necessidades do país, relativamente à necessidade do país utilizar a energia nuclear para fins pacíficos (geração de energia elétrica, medicina, indústria, agricultura e outros) apesar do potencial hidroelétrico do Brasil. 

As razões de tal entendimento justificam-se, primeiro, porque, as fontes hídricas não se distribuem harmoniosas nem eqüitativamente entre os centros consumidores. 

Segundo, porque, todos os sistemas vitais para o funcionamento normal das comunidades, necessitam de alternativas, especialmente, aqueles que dependem dos fenômenos naturais. 

 O Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, Região Sudeste do Brasil, devem contar necessária e obrigatoriamente, com diversas alternativas para prover o suprimento, através de inter-conexões com outros sistemas vizinhos. Mas, ainda, assim, isto não é suficiente. Deve haver outras opções baseadas nas diferentes fontes de energia. 

Se tais opções não estiverem disponíveis, uma estação de seca prolongada acarretará um colapso total generalizado no sistema

As alternativas convencionais são as seguintes: 

-  usinas térmicas, movidas através do carvão, lenha carvão de lenha  ou, a própria lenha.  

carvão é escasso e concentrado na Região Sul do Brasil e, por esta razão, é utilizado para produzir energia naquela parte do país. 

biomassa, da qual o Brasil está repleto, principalmente, na Região Amazônica, deve ser utilizada para fins mais lucrativos, como por exemplo, a produção de madeira; [AB. Isso não é correto. O programa da biomassa, concebido na STI dp MIC por Bautista Vidal, deveria ter sido realizado, e não, desvirtuado, como acabou sendo.]

Hidrocarbonetos (petróleo, gás) são escassos no mundo inteiro, e se, os níveis atuais forem mantidos, durarão não mais que esse tempo; 

- É neste ponto, que surge a opção nuclear no Brasil, como uma fonte de geração de energia elétrica, de acordo com os especialaistas da área que consultamos. 

Acresce que o Brasil tem um vasto potencial de minérios nucleares (urânio, tório, berilo, nióbio e outros).  

As reservas de urânio, em quilocalorias, são setenta vezes superiores ao total das reservas brasileiras de carvão, petróleo e gás natural. 

Não existe, portanto, nem uma única razão, que justifique o Brasil retardar os usos da energia nuclear para propósitos pacíficos de conhecimento dos técnicos brasileiros desde antes de 1940 - nem existem razões para o Brasil se permitir não ter o poder dissuasório, como veremos em seguida, quando traçarmos a síntese da história da energia nuclear no Brasil. 

Pin It

Logo TAYSAM Web Design 147x29

Selo Google1