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Nota da Redação - Essa manifestações contra Dilma só têm paralelo com o impeachment de Collor 

Políticos do PSDB não foram ao evento - Felipe Rau/Estadão

Pedido de intervenção militar racha passeata anti-Dilma na Paulista

Ato que pede saída de Dilma reúne 10 mil; Lobão não vai à passeata por conta de pedido de ação militar

Dos quatro carros de som de diferentes grupos presentes em frente ao Masp, apenas um defende abertamente a ação dos militares

Milhares de pessoas estão reunidas neste momento na Avenida Paulista, em São Paulo, em um ato que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os ativistas e líderes do evento, contudo, estão divididos sobre uma bandeira polêmica: a defesa de uma intervenção militar para “tirar o PT do poder”. Dos quatro carros de som de diferentes grupos presentes em frente ao Masp, apenas um defende abertamente a ação dos militares.

“Não é o momento de pedir intervenção militar”, disse ao Estado o deputado eleito por São Paulo Eduardo Bolsonaro, um dos líderes mais celebrados do ato. Em um evento similar há duas semanas, ele foi fotografado portando um revólver. Dessa vez ele garante que está desarmado. “Tem gente armada por mim por aí”, afirmou.

Uma mulher que se apresentou como amiga do cantor Lobão, que liderou ao lado de Bolsonaro a passeata anterior, procurou o carro de som do grupo “Revoltados Online” e afirmou que o músico não viria se persistissem os gritos de guerra em defesa dos militares. Entre discursos inflamados, os oradores puxaram o hino nacional e rezaram a Ave Maria.

PSDB. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), que foi candidato a vice na chapa de Aécio Neves, participou da passeata na Avenida Paulista, mas preferiu acompanhar o evento da rua em vez de subir em um dos três carros de som do evento. “Há um exagero da imprensa em relação a meia dúzia de gatos pingados que defendem a intervenção militar. É evidente que sou contra e o PSDB também”, disse Aloysio ao Estado.

Além do senador tucano, estiveram presentes vários militantes da juventude do PSDB, alguns empunhando bandeiras de Aécio Neves, e o vereador paulistano e deputado estadual eleito Coronel Telhada (PSDB). Aloysio disse ainda que é contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff “neste momento”. “O impeachment pode vir a ser colocado dependendo da investigação. O que nós queremos é a apuração”, afirmou, referindo-se aos possíveis desdobramentos da Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Aloysio também criticou a entrevista coletiva do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que neste sábado afirmou que a oposição está usando politicamente o escândalo da Petrobrás a fim de promover um “terceiro turno das eleições”. “A declaração do ministro foi lamentável”, disse.

Divisão. A manifestação na Paulista reúne, segundo a Polícia Militar, 10 mil pessoas, e, segundo os organizadores, 50 mil. O grupo se dispersou em três. O carro de som com os que defendem a intervenção militar desceu a Brigadeiro Luís Antônio rumo à Assembleia Legislativa. O segundo grupo, o mais volumoso, desceu a Brigadeiro no sentido centro até a Praça da Sé. Um terceiro grupo permanece em frente ao vão do Masp.

Enquanto estavam reunidos na Avenida Paulista, as três facções chegaram a fazer uma disputa para ver quem tinha o som mais alto.

Por Pedro Venceslau
Do Estado de S. Paulo

15/11/2014

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