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Temer diz ser inadmissível 'instrumentalizar' PF para atingir candidaturas

 

      Alex Silva/Estadão 
De acordo com interlocutores do vice-presidente, "foi uma surpresa" a forma como 
foi realizada a operação

 

Nota da redação

O fato da PF ter fazer uma investigação com base numa denúncia seria suficiente para caracterizar uma intervenção política? A hipótese de ter havido uma precipitação não deve ser descartada. Ou se trata de "fogo amigo"? 

 

 

Brasília - O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, divulgou nesta quinta-feira, 25, nota na qual afirma que "é inadmissível que forças policiais sejam instrumentalizadas para atingir candidaturas". Ele se referiu a uma ação de busca da Polícia Federal em um avião da campanha do candidato do PMDB ao governo do Maranhão, o senador Edison Lobão Filho

 

"Sob o pretexto de buscar recursos ilegais de campanha, foram feitas buscas na aeronave, nos automóveis e na bagagem dos membros da comitiva, numa ação intimidatória que, ao final, nada encontrou de irregular. O procedimento foi baseado em denúncia anônima durante o curso da disputa eleitoral intensa. No Estado democrático de direito, é inadmissível que forças policiais sejam instrumentalizadas para atingir candidaturas legitimamente constituídas", diz a nota.

Na noite de quarta, segundo o documento, policiais federais fizeram uma busca em um avião da campanha no aeroporto de Imperatriz, no interior do Estado. A PF pretendia apurar denúncia de suspeita de recursos ilegais na campanha. A nota de Temer diz ainda que os integrantes da Polícia Federal abordaram a comitiva "com armas em punho".

 

'Ação política'. Temer ainda não conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre o caso. Ela chegou na noite de quarta ao Brasil, depois de viagem aos Estados Unidos, e cumpriu agenda nesta quinta-feira, 25, na Bahia. O vice-presidente e candidato à reeleição na chapa de Dilma está em São Paulo, onde participa de uma caminhada.

 

De acordo com interlocutores do vice-presidente, "foi uma surpresa" a forma como foi realizada a operação. Segundo esses interlocutores, não há problema com qualquer investigação da Polícia Federal, mas as denúncias têm de ser embasadas em investigações. Para eles, de acordo com as primeiras informações, essa "devassa" foi "fruto de ação política que gerou um grande mal-estar". A avaliação é que "parecia mais uma ação política, com base em uma denúncia leviana, já que nada de irregular foi encontrado".

 

"Pareciam estar procurando uma quadrilha quando invadiram o aeroporto", comentou um interlocutor do vice-presidente, ao narrar a "indignação" de todos os peemedebistas com o caso. Neste momento, eles estão considerando que se trata de "uma ação de integrantes da Polícia Federal no Estado e não uma operação da PF previamente montada". 

Os peemedebistas lembram ainda que já houve procedimento semelhante envolvendo o senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE), o que deixa o partido "preocupado". "É preciso ter cuidado para que este tipo de procedimento não interfira no processo eleitoral", comentou um interlocutor de Temer, ao lembrar que o PMDB está "em busca de respostas para o que aconteceu e de onde partiu a ordem para este tipo de ação".

 

Estadão

25/09/2014

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