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Nota da Redação

 

Lula nunca teve problema com Meirelles, que foi peça-chave para a sua eleição em 2002. Já com a Dilma, a história é diferente, porque ninguém exigiu que o Meirelles fosse o chefe do Banco Central em seu governo. Além disso Dilma não gostaria de ter um subordinado autônomo. Mas agora com a incerteza eleitoral e a insatisfação do mercado com o Governo Dilma, podemos retornar a 2002, e novamente Meirelles ser o fiel da balança "mercadológica". Por isso Lula foi acionado para evitar uma aliança entre Marina e Meirelles, como informa Mônica Bergamo. 

 

 

Lula é chamado para tentar evitar apoio de Henrique Meirelles a Marina Silva

 

Lula foi acionado para tentar evitar que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central em seu governo, declare voto em Marina Silva para presidente.

 

CHAMA O MEIRELLES
Uma manifestação de Meirelles selará de vez o apoio do mercado financeiro à adversária, na visão da equipe de Dilma Rousseff. Marina abraçou a tese mais cara ao setor -a independência do Banco Central- e tem apoio de parte da família Setubal, do Itaú Unibanco.

 

PARA TODOS
Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, afirmou à coluna que a instituição não tem candidato e colaborará financeiramente "com as campanhas, de Marina, Dilma e Aécio [Neves], de forma igualitária". O mesmo fará no segundo turno.

 

O MESMO
Anteontem, Setubal deixou convidados da festa dos 90 anos do banco perplexos ao falar que um novo ciclo se inicia no país e que ele vê a eleição de Marina com "naturalidade". A fala foi encarada como declaração de voto. Ele nega e diz que fez apenas uma "constatação", a de que ela pode vencer Dilma.

 

CONHEÇO BEM
"Na época da primeira eleição do Lula, em 2002, muitos achavam que o mundo ia acabar. Fiz o mesmo, falei coisas parecidas sobre ele, mas não declarei apoio", afirma. Pedro Moreira Salles, sócio de Setubal, afirmou à coluna: "Ele não falou o que estão entendendo [que apoia a campanha de Marina Silva]. Conheço bem o Roberto, não é nada disso".

 

EU TAMBÉM
"Isso [a fala de Setubal] dá uma tranquilizada no mercado", dizia o banqueiro Fernão Bracher, ex-presidente do Itaú BBA, também recordando que "o Roberto fez coisa parecida com o Lula". Bracher diz que vota no tucano Aécio Neves.

 

TÁ PÉSSIMO
Já no Palácio do Planalto a declaração de Setubal caiu mal. De acordo com ministro da equipe de Dilma Rousseff, o banqueiro fez "pior" do que declarar voto: tratou Marina Silva como já eleita.

 

05/09/2014  02h00

Mônica Bergamo – FSP

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