Instituto Mãos Limpas Brasil

Missão: Ser a Entidade mais ética da História do Brasil

Diretor de Redação

Mtnos Calil

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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

 

A maioria dos senadores petistas votou num dos chefões  da corrupção nacional (e do impeachment da Dilma) para conquistar uma vaga na mesa diretora. Que os parlamentares petistas (ou a maioria deles) são corruptos, não é novidade para ninguém. Mas chegar a este ponto de desmoralização pública é algo realmente de espantar, já que a arte de ser corrupto exige dos militantes alguma discrição.  

 

Finalmente, diante de tanto descalabro,  os ingênuos seguidores do PT começam a abandonar o barco. 

 

Quanto ao Senado, ele deveria ser simplesmente extinto, pois a democracia em muitos paises é baseada no regim unicameral. Nos bastam os corruptos da Câmara dos Deputados. Não venham portanto os esquerdistas afirmarem que estamos defendendo um golpe.

 

Quanto aos direitistas, se eles quisessem provar que são honestos, teriam que combater a corrupção da própria direita, começando pelos banqueiros que roubam o dinheiro do povo através de escorchantes taxas de juros que superam os 400% ao ano para o eufemicamente chamado "crédito rotativo". 

 

Veja na matéria abaixo, os antigos apoiadores de Lula do Viomundo se insurgindo contra a corrupção dos senadores petistas. Eis um bom exemplo para ser seguido por toda a esquerda, cuja prioridade deveria ser o combate à corrupção da direita e não a implantação do fantasioso igualitarismo socialista. 

 

Morto o comunismo, só resta à humanidade civilizar o capitalismo ou prosseguir na sua marcha em direção ao abismo, conduzida pelos psicopatas do poder. 

 

Mtnos Calil - Mentor da Ideologia Zero, que é a negação de todas as ideologias e não uma "ideologia da ideologia" como querem os dependentes crônicos das fantasias ideológicas que ignoram a existência do "espírito cientifico". 

 

Ps. Definição de ideologia zero em construção:

 

A ideologia zero pode ser definida como um ESTADO MENTAL a partir do qual, ao olhar para qualquer aspecto da realidade, o cidadão deixa de lado suas crenças e desejos, adotando este principio básico da ciência: todas as idéias e teorias devem levar em conta, no processo da sua elaboração, o fato de que deverão ser submetidas à prova, com base na metodologia científica.

 

Tal estado mental é  isento de:  Fé, Crença, Desejo, Wishfulthinking (pensamento-desejo), Ilusão, Auto-engano, Hipocrisia, Transtornos emocionais,Transtornos mentais e outras vicissitudes dos hiper-complexos sistemas mental e emocional dos seres humanos.  

 

Observações:    

 

a) A construção desta definição obedece a uma metodologia baseada neste principio> todos os conceitos apresentados na definição, como fé, crença, desejo, etc. têm também que ser definidos, inclusive os relativos à ciência, como o da “hipótese”.  Por exemplo: “Deus existe” seria para a ciência uma hipótese (cientifica) ou não? Por que?

 

 b) O termo ideologia tem sido aplicado basicamente à política e o pior: muitos acham que os partidos políticos deveriam ter a sua ideologia. Como temos no Brasil mais de 30 partidos, se cada um tivesse a “sua” ideologia, estaríamos diante de um quadro de uma autêntica “esquizofrenia ideológica”.

 

c) A ideologia está presente em todas as mentes humanas. Talvez  a ideologia tenha origem no pensamento dos animais inteligentes como os macacos, dos quais evoluímos.  Cabe lembrar que até o Papa Francisco declarou seu apoio à teoria evolucionista de Darwin.

 

d)  A ética é um elemento fundamental da definição da Ideologia Zero, sendo a ISENÇÃO um elemento essencial da ética. Ocorre que muitas vezes para seremos isentos, temos que aceitar o não saber. Como o ser humano não tolera o não saber, buscando explicação para tudo e não aceitando que a mente humana tem limitações que o impedem de saber de tudo, ele cria explicações que satisfazem os seus desejos ou ilusões, ferindo assim a isenção ética. A afirmativa de que o homem não é ético por natureza seria ideológica? A ética não foi construída pelo homem ao longo de sua evolução?

 

Se a ética é um elemento fundamental da definição de Ideologia Zero, vamos naturalmente ter que adotar uma definição de ética. A nossa escolha está orientada por este simples conceito: “ética é a ciência da conduta humana”, conceito este que será eternamente rejeitado por uma parte da humanidade que atribui à ciência o pecado mortal de restringir a nossa infiinita e glamourosa liberdade de pensamento. Sem a produção intensa de “wishfulthinkings” (pensamentos-desejos), o que seria de nós, pobres mortais?

 

“Índio” da Odebrecht, milionário golpista e grileiro, vai presidir o Senado. Apoio de petistas vale cargo para José Pimentel

 

01 de fevereiro de 2017 - VIOMUNDO

 

Superestimando a luta institucional e insensível ao apelo da militância, a maioria da bancada preferiu não tomar uma posição clara, autorizando os senadores e senadoras petistas a votarem como bem entenderem. É realmente lamentável. Um equívoco político que cobrará seu preço.

 

Não poderíamos de forma alguma fazer alianças com protagonistas do golpe. Não se trata de desconhecer a importância dos espaços institucionais para a disputa política, mas de reconhecer que a única trincheira de luta capaz de derrotar os golpistas, barrar as reformas neoliberais e resgatar a democracia via eleições diretas é justamente a trincheira da luta social. Dos senadores petistas Fátima Bezerra, Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias, sobre a decisão da bancada do partido de não tomar decisão e garantir uma vaga para José Pimentel (PT-CE) na mesa diretora sob a presidência do “Índio”.

 

“Índio” na delação da Odebrecht, Eunício Oliveira vai presidir o Senado

 

Da CartaCapital

 

Milionário, senador do Ceará tem empresas com contratos com o governo federal e, segundo delator, integrava “núcleo” do esquema

 

Após dois anos comandado por Renan Calheiros (PMDB-AL), uma das figuras centrais nas denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, o Senado será presidido agora por Eunício Oliveira. O peemedebista do Ceará foi eleito nesta quarta-feira 1º, com 61 votos, contra 10 votos de seu único concorrente, José Medeiros (PSD-MT).

 

Deputado federal por três legislaturas (1999-2007), Eunício Oliveira foi ministro das Comunicações do governo Lula (2004-2005) e, desde 2011, exerce seu primeiro mandato como senador.

 

Autodeclarado empresário e agropecuarista, Eunício Oliveira é um dos diversos milionários do Congresso.

 

Em 2014, quando disputou o governo do Ceará (e perdeu para Camilo Santana, do PT), Eunício declarou patrimônio de 99 milhões de reais. A maior parte está na Remmo Participações S/A, uma holding que detém diversas companhias, como a Confederal e a Corpvs, ambas do ramo de segurança e vigilância.

 

Na sexta-feira 28, reportagem do jornal O Estado de S.Paulo mostrou que as duas companhias de Eunício têm contratos de 703 milhões de reais com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, bancos controlados pela União e largamente influenciados pelo PMDB. Os contratos tiveram início em 2011, quando começou o mandato do cearense, e vão até 2019, quando acaba o mandato.

 

Outra parte dos milhões de Eunício está na Santa Mônica Agropecuária e Serviços, uma enorme propriedade rural com mais de 21 mil hectares localizada entre os municípios goianos de Alexânia e Corumbá de Goiás.

 

Como CartaCapital mostrou em setembro de 2014, da estrada que atravessa a propriedade, é possível avistar represas, aeroporto particular regularizado pela Agência Nacional de Aviação Civil, várias casas, benfeitorias e pastagens a perder de vista. Todas as entradas são vigiadas por seguranças particulares.

 

A Santa Mônica foi invadida duas vezes pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em agosto de 2014 e junho de 2015. Nas duas ocasiões, os ativistas deixaram o local após receberem a promessa de que seriam contemplados em assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

Nas duas ocasiões, o MST salientou suas dúvidas a respeito de como Eunício Oliveira conseguiu amealhar tantas terras conjugadas para criar seu latifúndio. Como também mostrou CartaCapital, em outubro de 2014, Eunício é acusado de ter pressionado diversos pequenos agricultores para conseguir criar seu latifúndio.

 

Em um dos casos, em meio a uma disputa judicial, Eunício conseguiu que um juiz da região, Levine Raja Gabaglia, entregasse a ele a posse de duas fazendas pertencentes a uma família acusada pelo parlamentar de roubar gado de sua propriedade.

 

Chama atenção no histórico de Eunício o crescimento patrimonial que teve em um período de quatro anos. Em 2010, quando disputou o Senado, Eunício tinha uma patrimônio declarado de 36 milhões de reais. Em 2014, na disputa pelo governo do Ceará, o patrimônio era de 99 milhões de reais.

 

O rápido crescimento na fortuna não incomodou a Receita Federal, fenômeno que ocorreu com Eunício também alguns anos antes. Em 2006, o então candidato à Câmara não declarou a posse de nenhum boi ou vaca ao Tribunal Superior Eleitoral.

 

Um ano depois, em maio de 2007, a Agrodefesa de Goiás computou ao peemedebista a “posse de 9.258 animais bovinos”. Em maio de 2008, dois anos após declarar não possuir gado, Eunício detinha em seus registros estaduais 19.411 animais. De sitiante, o parlamentar tornou-se o maior criador de gado nelore da região.

 

Na Operação Lava Jato, Eunício tem um papel de destaque. Em sua delação, Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, relata o pagamento pela empreiteira, entre 2006 e 2014, de mais de 80 milhões de reais em propina, caixa dois e doações legais de campanha a quase 50 políticos.

 

Nas 82 páginas do documento, Melo Filho detalha sua relação com os dois principais grupos do PMDB, o do Senado, capitaneado por Renan Calheiros, Eunício e Romero Jucá (RR), e o da Câmara, historicamente liderado por Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco.

 

No Senado, Jucá era o principal interlocutor do ex-diretor da construtora. Por estratégia pessoal, diz Melo Filho, ele focado sua atuação junto a Jucá, Renan e Eunício, que assumem os respectivos codinomes de “Caju”, “Justiça” e “Índio”, por serem essas figuras fortes no Congresso, capazes de guiar as votações.

 

Não à toa, Melo Filho afirma que eles são o “núcleo dominante” do PMDB no Senado. Segundo a mesma delação, Calheiros recebeu cerca de 6 milhões de reais e Eunício, 2 milhões, para atuarem em favor da Odebrecht no Senado em emendas benéficas à empresa.

 

PS do Viomundo: Houve 10 abstenções, inclusive de três outros senadores do PT: Angela Portela, Regina Sousa e Paulo Paim.

 

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