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"Antigamente os cartazes nas ruas com rostos de criminosos oferecia recompensas, hoje em dia pede votos...
E o pior é que o BRASILEIRO dá...

 

lainformacion.com

 

Pelo menos 43 estudantes foram presos , torturados, trucidados e mortos. Seus corpos foram empilhados e incinerados em um depósito de lixo. O fogo ardeu horas. Era uma noite sem lua. De longe dava para ver as chamas.

 

Perg. 1. O que seria menos pior: liberar o consumo de drogas ou manter o status quo?

 

 

Obs.1 . Liberar o consumo de todas as drogas, incluindo a cocaína,  parece não fazer muito sentido, mas a liberação de algumas, como a maconha já está ocorrendo nos Estados Unidos, e aqui pertinho, no Uruguai.

 

Obs2. Oscar Baldoni, membro da sala de debates do Mãos Limpas fez uma critica a respeito que publicamos no Ps2. (v. abaixo) 

 

Perg. 2. Liberar o consumo de algumas drogas menos mortíferas reduziria em quanto o tamanho do crime organizado, considerando que a cocaína, que não seria liberada, é a maior fonte de receita dos narcotraficantes?

 

Perg. 3. Por que as FFAA não são utilizadas para combater o narcotráfico, já que todo o aparato policial da América Latina não consegue sequer limitar o crescimento deste crime organizado?

 

Perg. 4. Nem a associação  de políticos e governantes ao crime organizado pode ser reprimida? Por que?

 

Perg. 5 . Sendo o Brasil um dos maiores centros de atuação do crime organizado em todo o mundo, porque este “mundo” não arruma recursos nem para vigiar as nossas fronteiras?  Segundo Roberto Godoy, um dos maiores especialistas do país em segurança, até a verba destinada ao controle das fronteiras foi cortada pelo Governo Federal.

 

Obs. 2 . E paralelamente trilhões de dólares estão nas mãos de investidores esperando que a economia mundial  se recupere para investir uma parte deles aqui no Brasil.

 

Obs. 3. Para o crime organizado a crise econômica é um excelente negócio porque enfraquece o Estado e a Sociedade, além de estimular a fuga para as drogas dos desempregados e desesperados.

 

Perg. 6. Porque a humanidade não consegue conter a sua marcha em direção ao abismo?  Seria porque esta marcha não está afetando ainda o conforto de suas elites dirigentes?

 

Obs. 4 -  Há poucos anos eu dizia que o Brasil estava se “mexicanizando”. Lá o poder do crime organizado é ainda bem maior que o do Brasil. Mas depois dos recentes massacres de Manaus e Rondônia, já ocupamos o honroso segundo lugar das Américas em termos de violência e bandidagem.

 

Obs. 5 - Seria interessante ouvirmos a opinião do representante das FFAA sediado no Governo Temer a respeito da mexicanização do Brasil.

 

Obs. 6. Seguem abaixo uma matéria de hoje (08/01/2017) do Estadão, de Roberto Godoy,  e outra de 2014, da Carta Capital, ambas reveladoras do destino que nos aguarda.

 

Perg. 7. Que tal colocarmos o juiz Sérgio Moro no comando do combate ao narcotráfico? Imaginem se ele tiver a mesma eficiência que teve no combate à corrupção do PT e das maiores empreiteiras do Brasil (e do planeta) !!!

 

Mtnos Calil – mtnoscalil@terra.com.br 

 

Ps1. Morto o comunismo, só resta à humanidade civilizar o capitalismo ou prosseguir na sua marcha em direção ao abismo, conduzida pelos psicopatas do poder.

 

Ps2. Comentário de Oscar Baldoni: 

 

Sr. Mtnos Calil

 

Sua pergunta é uma falsa opção. Nenhuma das duas coisas é decente. Vamos parar um pouco para pensar. 
Como era a vida 50 anos atras ? Então, muito cuidado. Infelizmente, temos duas questões básicas que são contornadas.

 

a) Uma delas é justamente esta, que o senhor coloca em pauta. A midia é culpada. Porque não publica como é a vida (antes e depois) nos paises onde adotaram leis novas e eficiêntes ? Quanto perde o estado por causa do tráfico de armas e drogas

 

b) Porque não é convocada a cidadania para decidir em plebiscito sobre novas leis ? Porque não aproveitamos o mesmo plebiscito e mexemos na maldita dívida interna intocável ?

 

 

Cenário: Cartéis latinos avançam, devastando tudo como gafanhotos

 

 

Conflito movimenta cerca de meio bilhão de dólares por ano, segundo as agências de inteligência do governo dos EUA

 

 

Roberto Godoy ,  O Estado de S.Paulo

 

07 Janeiro 2017 | 22h00

 

 

Notícias relacionadas

 

 

O campo de batalha da guerra do crime no Brasil é a linha de fronteira, quase 17 mil km de rios, florestas, montanhas, pântanos e savanas pouco controlados pelo Estado nacional. O conflito envolve muito dinheiro; movimenta qualquer coisa como meio bilhão de dólares por ano, segundo as agências de inteligência e repressão aos narcotraficantes do governo dos EUA. O que está em disputa pelas facções envolvidas, como o PCC e o Comando Vermelho, é o controle da circulação da cocaína. Os grandes centros produtores ainda estão instalados em Colômbia, Peru, Bolívia e, em menor escala, na Venezuela. Mas é apenas uma questão de tempo até que o País, usado como entreposto comercial pelo narcotráfico internacional, passe a ser também um importante fornecedor, acreditam analistas da PF e do Exército. 

 

O crime organizado é uma ameaça à segurança e à defesa da América Latina e Caribe. Envolve o tráfico de drogas semiprocessadas, a receptação de fuzis e munições, o sequestro, a ação de piratas e de traficantes de pessoas. Segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Londres, o Brasil reage fortemente. Mantém as Forças Armadas mobilizadas e atua nas fronteiras. Está preparando uma grande blindagem tecnológica: o Sisfron, que deve fechar as fronteiras. O módulo inicial funciona em Dourados (MS), voltado para a Bolívia e o Paraguai. O conjunto completo, cobrindo 16.886 km, deveria ser entregue em 2023, a um custo de R$ 10 bilhões. Os recursos foram cortados nos últimos anos, e o sistema só deve ser concluído entre 2035 e 2037.

 

O inimigo cresce. Um documento do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA destaca: desde 2014, corporações criminosas como os Zetas, os Cavaleiros Templários II e o Cartel de Jalisco Nova Geração – de origem no México – se organizam em pelotões de 20 a 60 homens, ou em companhias de até 250 indivíduos. Combinados com o Mara Salvatrucha, de El Salvador, e o Comando Rojo, da Guatemala, operam cerca de 70 mil militantes. “Eles avançam rumo à América do Sul, trabalhando como empresários, mas devastando tudo como gafanhotos”, analisa o pesquisador Martin Rames, da Universidade Autônoma do México.

 

 

México, um país despedaçado

 

 

Eric Nepomuceno

09/11/2014

 

 

Mesmo num país acostumado à barbárie impune e à corrupção endêmica como o México, o assassinato dos 43 estudantes normalistas chocou o país.

 

 

Aqui no Brasil estamos acostumados à corrupção policial e às ligações de policiais civis e militares com o narcotráfico e com o crime organizado. Estamos acostumados a ver forças de segurança pública prestando serviços que são sua especialidade – a violência – a grandes latifundiários. E, além do mais, estamos fartamente acostumados a prefeitos corruptos.

 

Os desmandos da polícia corrupta mancomunada com criminosos de todo calibre acontecem no cotidiano de grandes centros urbanos – basta ver a Polícia Militar do Rio de Janeiro – e também nos confins perdidos – basta recordar o massacre de Eldorado do Carajás, em 1996, no violento interior do Pará.

 

Mas, pelo menos até hoje, não se viu nada por aqui que possa ser comparado ao que aconteceu em Iguala, uma cidadezinha de nada, que fica no estado de Guerrero, no México. Lá, o prefeito José Luis Abrange mandou a polícia prender e entregar ao cartel local do narcotráfico pelo menos 43 estudante de magistério. Eles apareceram na cidade para protestar, revoltados, contra as condições de ensino. Pretendiam interromper o trânsito e ocupar ruas e praças para pedir doações que seriam destinadas aos seus centros de ensino

 

Para o prefeito, seria algo inadmissível: afinal, naquele mesmo dia haveria um ato político para lançar a candidatura de dona María de los Ángeles Pineda Villa à prefeitura municipal, nas eleições do ano que vem. O prefeito tinha seus motivos para se irritar. Afinal, María de los Ángeles era filha do chefão regional do tráfico. E mais: era quem, após o assassinato do pai e dos irmãos, tinha assumido o negócio. E mais ainda: ela é a esposa do alcaide. O suave casal está agora foragido.

 

Pelo menos 43 estudantes foram presos (veio a polícia de uma cidadezinha ao lado para ajudar), torturados, trucidados e mortos. Seus corpos foram empilhados e incinerados em um depósito de lixo. O fogo ardeu horas. Era uma noite sem lua. De longe dava para ver as chamas.

 

O que sobrou foi atirado num rio. Os peritos agora dizem que será quase impossível encontrar resto mortal algum.

 

Mesmo num país acostumado à barbárie impune e à corrupção endêmica como o México, o assassinato dos 43 normalistas chocou o país. Pelas ruas, manifestações indignadas exigem justiça numa terra acostumada à injustiça. Há algo mais, porém, que supera isso que poderia ser um caso isolado da alta mistura de políticos e policiais corruptos com narcotraficantes. É que o México vive, há pelo menos sete anos, uma espiral de violência sem precedentes.

 

Desde que em 2007 o ex presidente Felipe Calderón resolveu legitimar sua duvidosa chegada ao poder declarando guerra aberta aos cartéis das drogas, juntando Forças Armadas às polícias estaduais e municipais, pelo menos 75 mil mexicanos foram mortos. Só durante os seus seis anos de mandato, foram mais de 66 mil.

 

Quando em dezembro de 2012 o agora presidente Enrique Peña Nieto assumiu, resolveu afrouxar um pouco. Dizendo-se adepto de uma linha mais pragmática, procurou melhorar – nem que fosse um pouquinho – o nível de truculência da polícia. Disse que ia criar uma espécie de coordenação nacional no combate ao narcotráfico.

 

O México, principal rota de abastecimento do maior mercado de consumidores de drogas de todo o mundo, os Estados Unidos, vive há décadas uma guerra interna entre cartéis de narcotraficantes e forças de segurança pública corruptas, que se põem ora ao lado de determinados grupos criminosos, ora de outro.

 

Não há, à vista, vislumbre algum de que esse quadro possa ser mudado. O assassinato dos 43 estudantes normalistas não é mais do que o bárbaro reflexo dessa violência desmedida. Não é mais que o reflexo de um Estado esfrangalhado, aprisionado entre forças da corrupção e forças do crime organizado. Pelo vasto interior do país, surgem os grupos que se intitulam ‘de auto-defesa’. Às vezes são agrupações controladas por grandes latifundiários que tratam de manter, ao preço que for, seus privilégios impunes. Mas na maior parte das vezes são grupos controlados por cartéis de narcotraficantes, que tratam de se defender de bandos rivais enquanto vendem proteção à população desprotegida.

 

Claro que a tudo isso se soma outra nódoa que nós, brasileiros, conhecemos bem: juízes e tribunais igualmente corruptos, uma Justiça cambaia e lenta.

Peña Nieto começou seu mandato, há dois anos, prometendo uma série de reformas radicais que iriam modernizar o país. Quis que o México mudasse sua imagem e assumisse uma semelhança com o Brasil. Quis que o México disputasse conosco o papel de destino privilegiado de investimentos, além de dar exemplo de crescimento econômico.

 

Até agora, tudo que ele conseguiu foi mostrar que preside um país despedaçado. Que seu governo pode tentar implantar medidas e reformas que, no seu ponto de vista, significam modernizar o país. Mas que existe um ponto no qual o México não irá mudar: o ponto do terror.

 

Nas águas do rio San Juan, que passa pelo estado de Guerrero, desapareceram os restos mortais de 43 jovens calcinados. Que foram barbarizados pela polícia cumprindo ordens de um prefeito casado com a herdeira do cartel de drogas que domina a região.

 

 

Nas águas do rio San Juan não desapareceram as marcas de um país que tem um passado de brilho e glórias, um país que herdou uma cultura milenar e riquíssima. As águas desse rio refletem um país que, a cada dia, estilhaça o seu futuro.

 

 

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