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Temer e Dilma em novembro de 2015. FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Temer e Dilma em novembro de 2015. FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

 

Ao todo, segundo empreiteiro, foram repassados R$ 150 milhões para a campanha vitoriosa em 2014, apenas uma parte pela via oficial; tratativas teriam sido feitas com ex-ministros petistas Antônio Palocci e Guido Mantega

 

 

O empresário Marcelo Bahia Odebrecht disse ao ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral – que conduz Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra a chapa Dilma/Temer – que 4/5 das doações para a campanha foram realizadas via caixa 2. Ao todo, segundo ele, foram repassados R$ 150 milhões.

 

Odebrecht está preso desde junho de 2015 em Curitiba, base da Operação Lava Jato. Ele foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro, por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

Durante quatro horas, nesta quarta-feira de Cinzas, 1, Odebrecht depôs ao ministro Herman Benjamin.

 

Segundo ele, o dinheiro para a campanha de Dilma saía de uma conta que ele administrava junto às empresas do grupo.

 

Odebrecht detinha forte influência no governo, principalmente depois que o PT chegou ao Palácio do Planalto, em 2003 – ano em que o ex-presidente Lula assumiu seu primeiro mandato.

 

Ele declarou que tinha participação nas campanhas presidenciais e calculou que cerca de 70% dos valores eram destinados via caixa 2. Segundo ele, é impossível que algum político tenha sido eleito sem usar esse tipo de expediente.

 

Sobre repasses para a campanha de Dilma ele insistiu no valor de R$ 150 milhões, dos quais um terço seriam entregues como contrapartida pela aprovação de um projeto apresentado em 2009 referente à MP 470, ou a MP Refis.

 

Odebrecht citou dois ex-ministros do PT, Antônio Palocci e Guido Mantega. Segundo ele, Mantega fez a solicitação (R$ 50 milhões) como contrapartida já na campanha de 2014.

 

Ainda segundo o empreiteiro, em 2011 teria ocorrido um encontro entre ele e Mantega quando este lhe teria falado da expectativa sobre doação daquele montante.

 

O dinheiro, ainda de acordo com Odebrecht, tinha origem em uma conta por ele administrada.

 

Ele falou dos contatos com Palocci, já em 2008. O ex-ministro o teria procurado para falar de pagamentos para o publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014).

 

Segundo Odebrecht, quando os ministros de Lula e Dilma encaminhavam pedidos ele se reportava a Hilberto Silva – ex-dirigente do Setor de Propinas da empreiteira que viabilizava os recursos.

 

Odebrecht relatou também que auxiliou em campanhas no exterior nas quais o partido de Lula e Dilma tinha interesse. Esses repasses, segundo disse, ocorreram fora do País.

 

Com a palavra a defesa de Dilma Rousseff (PT)

 

“Não temos nada a temer”, afirma defesa de Dilma

 

Em relação à decisão do TSE de colher os depoimentos dos empresários Marcelo Odebrecht, Cláudio Mello e Alexandrino Ramos, na ação eleitoral que busca a cassação da chapa Dilma/Temer, não vemos problemas na iniciativa. Não temos nada a temer, porque temos o compromisso com a verdade.

 

A decisão proferida pelo ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, não causa qualquer surpresa. Todos aqueles que fizeram delação premiada, já foram ouvidos no processo.

 

É do interesse tanto da defesa de Dilma Rousseff, quanto da Justiça Eleitoral, que a verdade seja trazida aos autos, demonstrando a lisura do processo eleitoral.

 

A posição da defesa da presidenta tem sido a de colaboração com a Justiça Eleitoral. Foi assim, por exemplo, quando demonstramos, por documentos, que o empresário Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, havia mentido em seu depoimento ao TSE.

 

Flávio Caetano
Advogado de Dilma Rousseff

 

Valmar Hupsel Filho, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

02 Março 2017

 

 

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