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Você sabe ler e escrever. Bem cedo, aprendeu a fazer contas simples. Depois vieram as fórmulas complexas e as teorias da física. Descobriu a química e a biologia, desenvolveu gosto pela literatura, dominou as regras das línguas faladas.

 

 

Hoje, você consegue pensar sobre o pensamento, o maior sinal de evolução da sua espécie. Poucas décadas atrás, seus antepassados não eram capazes de processar nem a metade das informações que hoje você processa. Eles foram criados por pessoas brilhantes, mas com limitações. Você não. Você está em outro nível de desenvolvimento cognitivo, lógico e filosófico. Você é um robô. Criado por robôs. Mas é como se fosse gente.

 

2029 - A REVOLUÇÃO DAS MÁQUINAS

 

Segundo a previsão do inventor Ray Kurzweil, um dos maiores especialistas sobre inteligência artificial (IA) no mundo, não vai demorar muito até que os computadores sejam tão espertos quanto os mais espertos dos humanos. Para ele, esse dia chegará em 2029. Dezesseis anos depois, os chips terão nos superado. Em 2045, as máquinas nem precisarão mais da ajuda humana para fabricar outras máquinas autônomas superpoderosas. É como se uma pessoa tivesse, ao mesmo tempo, a genialidade de Einstein, Mozart, Marie Curie, Steve Jobs e Da Vinci. Só que ela é um computador.

 

 

 

Em linhas gerais, um dispositivo dotado de IA é capaz de aprender com o ambiente onde está e responder a estímulos da maneira mais eficiente possível. Apesar de termos conseguido construir máquinas com altíssima capacidade de processamento, não há no mundo nenhuma que atenda a todos os pré-requisitos para ser considerada, de fato, inteligente. Ainda. Se a previsão de Kurzweil estiver certa, muitos de nós ainda estaremos vivos quando elas chegarem.

 

 

 

O CÉREBRO ELETRÔNICO FAZ QUASE TUDO

 

 

O termo “inteligência artificial” apareceu numa reunião de gênios humanos na Universidade de Dartmouth, em 1956. Professores e alunos apresentaram, nesse evento, programas que resolviam problemas matemáticos, falavam inglês, e venciam partidas de damas. Para a época, era uma tecnologia de cair o queixo. Nas décadas seguintes, a computação foi se desenvolvendo de maneira exponencial. Cada nova geração de computadores era pelo menos duas vezes melhor que a anterior. Surgiu a intenção de criar máquinas que fossem tão espertas e autônomas a ponto de substituir os humanos em determinadas tarefas.

Não faltaram esforços. Já não nos espantamos mais com carros que se dirigem sozinhos, máquinas que vencem desafios de lógica e assistentes pessoais que falam com você pelo smartphone. Só que tem um problema: esses softwares só mostram resultados impressionantes porque foram programados assim. No máximo, foram ensinados a estabelecer conexões entre os fatos. Não são máquinas autossuficientes de verdade. Eles precisam de um empurrãozinho de humanos com inteligência natural.

 

 

 

 

O CLICK QUE FALTAVA

 

 

 

Em 2015, pesquisadores do Rensselaer Polytechnic Institute, de Nova York, fizeram um teste; eles queriam saber se uma máquina era capaz de demonstrar consciência. Um robô francês chamado NAO passou na prova. Diante de perguntas simples, NAO foi capaz de raciocinar a respeito da sua própria existência - algo que, até outro dia, era exclusividade dos seres humanos. Na verdade, continua sendo. O NAO é um exemplo de aplicação de rede neural artificial, um tipo complexo de tentativa e erro diante de uma determinada situação. Mas mesmo os dispositivos que usam essa tecnologia precisam ser ensinados sobre o que é o “acerto”. A nossa noção de certo e errado é mais natural. O NAO pode ter demonstrado consciência, mas não sabe que precisa entrar em casa quando começa uma tempestade.

 

 

 

 

ROBÔ SAPIENS

 

 

 

Uma das características do cérebro humano é a plasticidade: a capacidade de se ajustar a novas situações de acordo com a necessidade e o estímulo. Por causa da plasticidade, um gênio como Einstein não é capaz de compor uma sinfonia igual à de um gênio como Mozart. Criar um cérebro eletrônico adaptável, que aprenda sozinho a cruzar dados, tirar conclusões e elaborar um senso ético próprio é o maior desafio dos cientistas. O computador Watson, da IBM, está no caminho. Depois de ter acesso a enciclopédias, ele consegue responder perguntas mesmo offline, “de cabeça”. Mas ainda falta um bocado para a IA alcançar o patamar que Kurzweil previu. Na verdade, talvez não tenhamos motivos tão bons assim para ficarmos empolgados com essa previsão.

 

 

 

Honestamente: se você fosse a pessoa mais inteligente do mundo, capaz de criar outras pessoas inteligentíssimas, com quem pudesse manter um nível avançado de discussão, o que pensaria das pessoas comuns, com capacidade cerebral mediana? Talvez os seus valores éticos o levem a responder que respeitaria as pessoas menos inteligentes. Será que dá para esperar a mesma humanidade das máquinas?

 

 

 

O futuro da IA reserva avanços significativos para a nossa existência. Podemos esperar cada vez mais facilidade nas tarefas domésticas, na mobilidade, na resolução de problemas, no lazer. Previsões indicam a possibilidade de transportar inclusive nossa consciência para um corpo cibernético mais durável que essa carcaça de pele e ossos orgânicos, como sonharam os autores de ficção científica. Mas, se a vida imitar a arte, também haverá espaço para a temida rebelião das máquinas. Muito em breve, computadores vão tirar suas próprias conclusões, desenvolver uma ética peculiar, demonstrar uma inteligência superior inigualável e criar autossuficiência. Por que um mundo assim precisaria de humanos?

 

 

APRESENTADO POR HBO

PRODUZIDO POR ABRIL BRANDED CONTENT

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